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Archive for Agosto, 2007

Análise PORTO - SPORTING (2ª jornada)

Quinta, Agosto 30th, 2007

FC PORTO - Sporting
2ª jornada
26.8.07

p-s

PRINCIPAIS DESTAQUES JOGO F.C. PORTO

- FC Porto entrou com 11 jogadores que a dado passo fizeram parte do plantel na temporada passada. Únicas alterações de relevo no onze em relação ao primeiro jogo da Liga: Lisandro (que estivera castigado) no lugar de Adriano (lesionado) no centro do ataque e Fucile (lesionado no primeiro jogo) em substituição de Cech (por opção do treinador).
- Jogo claramente com duas partes muito díspares em termos de controlo do jogo: na primeira, o FC Porto apresentou superioridade na posse de bola (57%), rematando em 9 ocasiões. A posse de bola portista diminuiu na segunda parte (terminando nos 52%), tal como o número de remates (5).
- O FC Porto voltou a marcar na sequência de lance de bola parada, tal como acontecera na jornada anterior, fazendo o pleno de golos deste tipo no presente campeonato (3 em 3).
- Tal como acontecera em Braga, Lucho e Meireles deram maior mais profundidade ao meio campo portista em relação ao sportinguista, na primeira parte, atacando e defendendo muito bem (entre os dois, realizaram 4 passes de ruptura e 10 recuperações – 4 em campo adversário).
- Na primeira parte, o FC Porto sofreu o primeiro remate à baliza aos 31 minutos, altura em que já rematara por 6 vezes (incluindo um remate de Quaresma à barra).
- Como consequência directa do golo apontado aos 53 minutos, a equipa portista viu o adversário crescer no domínio do jogo, com o Sporting a terminar a partida com quase tantos remates (14, contra 15 do Porto) e mais cruzamentos (18, contra 8 do Porto, que só fez 2 cruzamentos na segunda parte).
- A saída de Raul Meireles (talvez devido ao jogo realizado na Arménia a meio da semana) enfraqueceu o meio campo portista, já que Meireles fora o primeiro a apoiar Assunção nas tarefas defensivas e Lucho nas actividades ofensivas. A partir desta altura, 67 minutos, o Sporting cresceu e teve as suas melhores oportunidades, até Jesualdo fazer entrar Bollati.
- Os números ofensivos do FC Porto foram bastante modestos nesta partida: 15 remates (contra média de 17 na temporada passada), 6 remates no alvo (contra média de 8,7 na Liga 2006/07) e apenas 4 com perigo (7,8 no ano passado). O mesmo se passou ao nível dos cruzamentos, com apenas 8 realizados (média de 18,1 em 2006/07). Igualmente os passes de ruptura foram em número reduzido (7) em comparação com a média de 15,3 da Liga 2006/07.
- O Porto teve grandes dificuldades de penetração na área leonina, apresentado apenas 4 remates apenas dentro da área, o que é manifestamente pouco se compararmos com os 7,6 de média por jogo na temporada passada.
- O FC Porto apenas conseguiu criar perigo pelas alas na primeira parte (6 cruzamentos) devido, em grande parte, às incursões de Tarik, que realizou 2 cruzamentos perigosos a partir da esquerda. De uma forma geral, a equipa teve grandes dificuldades em chegar à linha ou ao enfiamento da área para cruzar (apenas 3 vezes, 2 por Tarik e 1 por Lisandro, e todas na 1ª parte) – correspondendo a cerca de 30% dos cruzamentos realizados, quando a média da equipa na temporada passada foi de cerca de 55%.
- Na segunda parte, o FC Porto sofreu bastante pressão do Sporting, permitindo 11 dos 14 remates adversários, incluindo os 4 perigosos e 6 no alvo que os Leões conseguiram neste jogo. Também na etapa complementar o Sporting “alimentou” o seu jogo pelos flancos, conseguindo 14 dos seus 18 cruzamentos – 9 de cada flanco, sendo que por 12 vezes os Leões conseguiram chegar à linha ou ao enfiamento da área (principalmente pelo lado direito do seu ataque).
- Como foi habitual na temporada passada, o FC Porto apresentou nesta partida grande equilíbrio entre perdas e recuperações de bola. Neste caso 33 perdas contra 36 recuperações, com mais perdas (20) e recuperações (21) na primeira parte, altura de maior dinamismo do conjunto.
- Em termos de recuperações em campo adversário, o FC Porto foi também mais forte na etapa inicial (11), perdendo agressividade defensiva na 2ª, também porque recuou o bloco.
- Ao nível das faltas cometidas, o FC Porto fez 17 faltas contra 18 do Sporting. Também neste particular, o jogo teve duas partes bem diferentes, com os portistas a realizarem 11 infracções na segunda parte e os sportinguistas 11 na primeira.
- Comparando alguns dos dados mais relevantes deste jogo com igual “clássico” do ano transacto, do ponto de vista portista, temos que a equipa foi mais eficaz no jogo de domingo dado que com igual número de remates (15), menos remates dentro da área (4 contra 8), menos remates perigosos (4 contra 6), menos remates no alvo (6 contra 7), menos passes de ruptura (7 contra 13), menos cruzamentos (8 contra 25) em relação ao clássico de 2006/07 conseguiu 3 pontos contra 0 na temporada passada.

- MELHOR EM CAMPO DO FC PORTO: Raul Meireles
- 1 golo
- 1 cruzamento
- 3 passes de ruptura
- 6 recuperações de bola (3 em campo adversário)
- 2 perdas de bola
- Nenhuma falta cometida
- 1 falta sofrida

PRINCIPAIS DESTAQUES JOGO SPORTING

- Sporting perdeu a invencibilidade no campeonato que durava há 19 jogos (13 vitórias e 6 empates). Simultaneamente sofreu a primeira derrota “fora” desde 7 de Janeiro de 2006 (2-3 em Braga), após 23 jogos invicto.
- 3 “reforços” na equipa inicial do Sporting: Stojkovic, Izmailov e Derlei.
- O Sporting realizou primeira parte na expectativa, com pouca dinâmica ofensiva, com apenas 3 remates (de um total de 14), nenhum remate no alvo e com perigo. Os “leões” também não conseguiram construir jogo (apenas 1 passe de ruptura na primeira parte, contra 4 na segunda), nem atacaram pelas alas, realizando apenas 4 cruzamentos na etapa inicial, contra 14 na segunda. Note-se que o Sporting apenas rematou pela primeira vez aos 31 minutos de jogo (por Moutinho).
- Na segunda parte, o Sporting cresceu, na resposta ao golo sofrido, realizando 11 dos seus 14 remates, incluindo os 4 perigosos e 6 no alvo que conseguiram neste jogo. Registe-se que após o golo adversário (e principalmente nos últimos 25 minutos) os leões realizaram 6 remates (de um total de 14), 3 dos quais perigosos (num total de 4), 11 cruzamentos (total de 18), 3 livres perto da área (de um total de 5), 4 cantos (de um total de 5).
- Também na etapa complementar o Sporting “alimentou” o seu jogo pelos flancos, conseguindo 14 dos seus 18 cruzamentos – 9 de cada flanco, sendo que por 12 vezes os Leões conseguiram chegar à linha ou ao enfiamento da área (principalmente pelo lado direito do seu ataque), o que corresponde a 2/3 dos cruzamentos, um número significativo e que supera a média da equipa na época transacta.
- O Sporting acabou por ser vítima de um “pormenor” (a falta que deu origem ao golo), já que no global conseguiu equilibrar o jogo em casa de um dos rivais na luta pelo título, como fica patente nos números ofensivos, com dados muito semelhantes ao nível de remates, remates no alvo, remates perigosos, livres perigosos e cantos, e dominando em termos de cruzamentos, por exemplo.
- Relativamente ao jogo do ano passado no Dragão, o Sporting apresentou números ofensivos semelhantes, em termos de remates (14 nos dois jogos) e cruzamentos, ficando um pouco aquém este ano em termos de remates perigosos (4 contra 6) e passes de ruptura (5 contra 12).
- Como foi habitual na temporada passada, o Sporting apresenta bastante equilíbrio entre perdas e recuperações de bola. Neste caso 40 perdas contra 37 recuperações, com mais recuperações (22) e perdas (22) na primeira parte.
- Em termos de recuperações em campo adversário, o Sporting foi mais forte do que o FC Porto, conquistando 12 bolas em campo adversário (11 do FC Porto).
- Ao nível das faltas cometidas, o FC Porto fez 17 faltas contra 18 do Sporting. Também neste particular, o jogo teve duas partes bem diferentes, com os portistas a realizarem 11 infracções na segunda parte e os sportinguistas 11 na primeira, altura em que o adversário foi mais forte em termos ofensivos.
- Igualmente digna de realce foi a incapacidade de construção de jogo dos “leões”, efectuando apenas 5 passes de ruptura neste jogo (bem abaixo dos 12,9 da temporada passada), com maior incidência da segunda parte (4).

MELHOR EM CAMPO DO SPORTING: MOUTINHO
- 3 remates (2 perigosos)
- 1 passe de ruptura
- 1 cruzamento
- 6 perdas de bola
- 3 cortes
- 7 recuperações (3 em campo adversário)
- nenhuma falta cometida
- 4 faltas sofridas

Análise BENFICA frente ao Leixões (1ª jornada)

Sexta, Agosto 24th, 2007

 Leixões, 1 - Benfica, 1 

Quadro geral comparativo duas equipas: 

Elementos

Leixões Benfica
posse de bola %   %
golos 1 1
remates 10 11
remates na área              4             6
remates no alvo              5 5
remates com perigo 6 5
cruzamentos 13            12
cruzamentos com remate              2             2
faltas cometidas 13 11
cantos             7             8
foras de jogo - 1
cartões amarelos 2             2 

   

PRINCIPAIS DESTAQUES

- Benfica completou o 22º jogo sem perder no campeonato. 

 - A equipa apresentou neste jogo 2 caras novas de início: Luís Filipe e Cardozo. Entrariam depois mais três: Bergessio, Coentrão e Diaz.  

- O Benfica não conseguiu demonstrar uma clara superioridade ofensiva, conseguindo no total apenas mais 1 remate do que o Leixões (11 contra 10), e até menos um remate perigoso do que os leixonenses (5 contra 6). Em termos de cantos, também grande equilíbrio (8 contra 7) e superioridade do Leixões no número de livres perigosos (4 para 1).  

- Benfica confirmou a habitual eficácia em lances de bola parada, trazida da época transacta (23 golos) ao apontar golo na sequência de canto.  

- Os “encarnados” tiveram primeira parte de fraco nível, apenas conseguindo 4 remates, só um deles no alvo e nenhuma perigoso. Já o Leixões rematou muito (7 remates)  

- Na segunda parte, com aumento da capacidade de circulação de bola e de construção de jogo (patente no aumento do número de passes de ruptura de 4 para 7) a equipa do Benfica foi muito mais perigosa (todos os 5 remates perigosos realizados na segunda parte), aumentando de 4 para 7 o número total de remates. Para tal contribuiu o aparecimento dos passes de ruptura de Rui Costa na segunda parte (4, contra nenhum na primeira).  

- Para a melhoria encarnada contribuiu também a procura dos extremos para cruzar na segunda parte (10 cruzamentos contra 3 na primeira parte), com destaque para as subidas de Nélson na direita (4 cruzamentos na segunda parte contra nenhuma na primeira). Ainda assim fez-se notar a falta de flanqueadores (como Simão) quando a equipa quis abrir a frente de ataque (Coentrão apenas fez 1 cruzamento em 25 minutos em campo).  

- Na segunda parte, o Benfica recuperou mais bolas (32 contra 22 na primeira), melhorando também ao nível da agressividade defensiva (9 bolas conquistadas em campo adversário, de um bom total de 16). 

 - Este foi um jogo com poucas faltas, com o Benfica a cometer 11 e o Leixões 13, registando-se ainda 2 cartões amarelos para cada lado.  

- MELHOR EM CAMPO DO BENFICA: RUI COSTA  - 2 remates (1 com perigo)-                       - 4 passes de ruptura-                       - 3 cruzamentos-                       - 6 recuperação de bola-                       - 10 perdas de bola-                       - 1 corte-                       - 2 faltas sofridas-                       - 1 falta cometida-                       - 8 cantos marcados-                       - 1 livre cobrado-                       - 1 cartão amarelo por indisciplina

Análise FC PORTO frente ao Braga (1ª jornada)

Quinta, Agosto 23rd, 2007

SP. BRAGA, 1 - FC PORTO, 2

 Quadro geral comparativo duas equipas 

elementos

Braga FC Porto
posse de bola 46% 54%
golos 1 2
remates 6 18
remates na área 2 7
remates no alvo 3 11
remates com perigo 3 8
cruzamentos 19 16
cruzamentos com remate 2 1
faltas cometidas 24 14
cantos 3 7
livres perigosos 1 2
foras de jogo 0 1
cartões amarelos 3 2

 PRINCIPAIS DESTAQUES   

- FC Porto entrou com 11 jogadores que iniciaram a temporada passada. Únicas alterações de relevo no onze em relação época transacta: Tarik no lugar de Lisandro (castigado), Pedro Emanuel no lugar de Pepe (vendido). 

- FC Porto com bons números ofensivos: 18 remates (acima da média geral da época passada), 11 deles no alvo e 8 com perigo (também acima dos números da temporada transacta). Apesar disso menos remates (7) dentro da área do que média de 2006/07 (perto dos 10). 

- Superioridade portista clara na primeira parte, com 10 remates (apenas 3 do Sp. Braga) e 13 cruzamentos (6 do adversário). O FC Porto desfrutou de 3 remates perigosos nesta fase contra apenas 1 do Braga.

 - Na segunda parte, apesar de rematar menos vezes (8) e cruzar muito menos (apenas 3 vezes) o Porto foi mais perigoso (5 remates com perigo), mas teve que contar com forte resposta do Sp. Braga que voltou a rematar por 3 vezes mas teve dois chutos perigosos e cruzou por 13 ocasiões. 

- Apesar disso, de uma forma geral o FC Porto controlou a partida (54% de posse de bola), graças em grande parte ao labor do seu meio campo, que recuperou muitas bolas (Assunção, 8; Lucho, 3; Meireles, 3; e ainda Quaresma, 4), mormente em campo adversário (14 no total, das quais 8 na primeira parte), com grande responsabilidade dos jogadores citados (total de 12 recuperações em campo adversário). 

- Lucho e Meireles deram ainda muito mais profundidade ao meio campo portista em relação ao bracarense, atacando e defendendo muito bem (entre os dois, realizaram 4 remates, 6 passes de ruptura e seis recuperações – todas em campo adversário). 

- FC Porto atacou mais pelo lado direito, graças às boas investidas de Bosingwa e Tarik na primeira parte por este flanco (5 cruzamentos entre os dois). Ainda assim Quaresma foi quem mais cruzou no FC Porto, com 6 acções. 

- O FC Porto conseguiu atingir a linha de fundo ou o enfiamento da área para cruzar em 15 dos seus 16 cruzamentos, superando os números da época passada e demonstrando grande capacidade de penetração lateral. 

- Menos cruzamentos portistas na segunda parte (apenas 3, contra 13 na primeira), com menor subida dos laterais que estiveram mais activos na primeira parte (Bosingwa, 4 cruzamentos – 3 na primeira parte; Cech, 2 cruzamentos – ambos na primeira parte), também pela aposta em elementos ofensivos mais interiores (Leandro e Mariano) e porque Sp. Braga mantinha defesa portista em respeito. -

 Diminuíram os cruzamentos mas não os passes de ruptura do FC Porto, que na segunda parte fez 7, contra 6 na primeira, num total de 13 (ainda assim abaixo da média da equipa na Liga 2006/07: 15,3) 

- Como foi habitual na temporada passada, o FC Porto apresenta grande equilíbrio entre perdas e recuperações de bola. Neste caso 37 perdas contra 36 recuperações, bem repartidas entre as duas partes. 

- O Sp. Braga cresceu na segunda parte, nomeadamente ao procurar mais as linhas para cruzar (13 cruzamentos na segunda parte contra 6 na primeira. Além disso a equipa distribuiu melhor os ataque pelos dois flancos (7 cruzamentos de cada lado; apenas 1 da esquerda na primeira parte). Assim nasceu o seu golo, a partir da esquerda, numa das 6 vezes que a equipa foi à linha na segunda parte. 

- Sp. Braga rematou pouco (apenas 6 vezes), acertando no alvo por 3 vezes e criando perigo noutras tantas. Conseguiu também poucos remates dentro da área portista (2, um dos quais deu golo). Finalmente, apenas desfrutou de cantos na segunda parte (3).

 - O FC Porto sofreu perante Sporting (Supertaça) e Sp. Braga apenas 5 remates no alvo, sendo que nas duas situações em que tais remates foram perigosos resultaram em golo. Pelo que Helton ainda não fez qualquer defesa de realce na presente temporada. 

- Ao nível das faltas cometidas, o FC Porto fez apenas 14 faltas contra 24 do Braga, com os portistas a realizaram 8 infracções na segunda parte e os bracarenses 13 na primeira. 

- MELHOR EM CAMPO DO FC PORTO: Ricardo Quaresma - 2 golos (ambos de livre directo)- total de 3 remates- 6 cruzamentos- 1 passe de ruptura- 4 recuperações de bola (todas em campo adversário)- 5 perdas de bola- 1 corte- 6 cantos marcados (de um total de 7 da equipa)- 6 livres marcados (todos os da equipa em zona perto da área contrária)- Nenhuma falta cometida- 8 faltas sofridas (2 das quais acarretaram cartão amarelo para os adversários)    

Análise SPORTING frente à Académica (Jornada 1 da Liga Portuguesa)

Quarta, Agosto 22nd, 2007

Com o início da Liga Bwin 2007/08 a FOOTBALL IDEAS apresenta a partir de hoje as suas análises aos encontros dos “grandes”. Começamos com o jogo de abertura da Liga: o Sporting, 4 - Académica, 1. 

Elementos

Sporting Académica
posse de bola 59% 41%
golos 4 1
remates 20 8
remates na área 15 4
remates no alvo 10 4
remates com perigo 16 5
cruzamentos 18 9
cruzamentos com remate 3 1
faltas cometidas 6 13
cantos 5 3
foras de jogo 5 1
cartões amarelos - 1 

  

 

 

 

 

 

 

 

PRINCIPAIS DESTAQUES 

- Sporting manteve a sua invencibilidade no campeonato: não perde há 19 jogos, com 13 vitórias e 6 empates 

- 3 caras novas na equipa inicial do Sporting: Stojkovic, Vukcevic e Derlei, que não retiraram consistência e unidade à equipa, bem pelo contrário, até porque todos realizaram boas exibições. 

- Sporting dominou claramente toda a partida, apresentando grande dinâmica e constância ao longo do jogo: manteve quase sempre os números de posse de bola à volta dos 60%. 

- Os “leões” apresentaram ainda elevados índices ofensivos, com muitos remates (20, claramente acima da média da Liga do ano passado, 14,8 ), designadamente na segunda parte (15 remates), altura em que foram também mais perigosos (12 remates perigosos contra 4 da primeira parte).

- Registe-se ainda o elevadíssimo número de remates perigosos leoninos: 16 (contra média de 8,4  na temporada transacta). Neste particular, saliência para Liedson, que só à sua conta realizou 8 remates perigosos. 

- O Sporting conseguiu ainda uma notável eficácia remate-golo, na ordem dos 20 por cento (contra 12,3% de 2006/07). 

- Eficaz foi o aproveitamento das bolas paradas por parte do Sporting, que conseguiu 3 dos 4 golos em lances deste tipo: lembre-se que os “leões” foram dos três grandes aqueles que menos golos marcaram na sequência de bolas paradas na época passada.

 - Igualmente digna de realce foi a capacidade de construção de jogo dos “leões”, efectuando 16 passes de ruptura neste jogo (bem acima dos 12,9 da temporada passada), com maior incidência da segunda parte (10). 

- Ao nível dos cruzamentos, a equipa esteve perto da sua média de 2006/07 ao realizar 18 cruzamentos, dos quais 10 na segunda parte. A maioria dos cruzamentos partiu do lado direito, e foram da responsabilidade de Abel (5) que subiu bem pelo seu flanco.

- Já do lado esquerdo destacou-se Vukcevic, com 4 dos 6 cruzamentos realizados a partir desse lado. 

- O Sporting conseguiu equilíbrio entre recuperações (61) e perdas de bola (60), demonstrando também grande capacidade de recuperações de bolas em campo adversário (18) superando largamente a sua média do campeonato anterior (13,2). 

- A Académica apenas deu algum sinal de vida em termos ofensivos na segunda parte, altura em que realizou 6 dos seus 8 remates, dos quais 4 na área adversária (contra nenhum na primeira parte), conseguindo ainda 4 remates perigosos, contra apenas 1 na primeira. 

- Este foi um jogo muito correcto, com poucas faltas: 13 para a Académica, 6 para o Sporting e com apenas um cartão amarelo (visto por jogador da Académica).  

MELHOR EM CAMPO DO SPORTING: LIEDSON- 1 golo - 1 assistência para golo- 8 remates (todos perigosos) - 4 passes de ruptura - 11 perdas de bola - 5 recuperações - 0 faltas cometidas - 3 faltas sofridas - 2 foras de jogo   

D. Sebastião…espanhol

Segunda, Agosto 20th, 2007

O regresso do desejado José Antonio Camacho, anunciado em tempo record após o despedimento de Fernando Santos (dois dias depois deste completar 22 jogos sem perder na Liga Portuguesa), acaba por ser um desfecho que agrada à maioria dos adeptos do Benfica. Camacho deixou cartel na Luz, até porque foi sempre o melhor…a seguir a Mourinho, e isso é quase tão bom como ser primeiro. Dois 2ºs lugares no campeonato (2002/03 e 2003/04) e uma Taça de Portugal (2003/04) são as contribuições de Camacho para o histórico do clube. Veremos como será agora sem Mourinho (e Simão) por perto…

O registo de Camacho no Benfica:

Campeonato Nacional……46 jogos; 38 vitórias; 12 empates; 6 derrotas
Taça de Portugal………… 5 jogos; 5 vitórias
Liga dos Campeões……….2 jogos; 2 derrotas
Taça UEFA………………… 8 jogos; 4 vitórias; 2 empates; 2 derrotas

TOTAL…………………….. 71 jogos; 47 vitórias; 14 empates; 10 derrotas

O pesadelo do Engenheiro

Segunda, Agosto 20th, 2007

E, pronto, aquilo que todos já previam aconteceu mesmo. Fernando Santos deixou de ser treinador do Benfica, após uma temporada sem ganhar nada e sem nunca conseguir ponta de empatia com a massa adepta da Luz. Na nova temporada, não chegou a perder qualquer jogo oficial e ainda venceu o eterno rival no torneio do Guadiana. Bem dizia o engenheiro que a saída do Simão seria um pesadelo…

Aqui fica o registo de JOGOS OFICIAIS de F. Santos no comando dos Encarnados.

Campeonato Nacional…..31 jogos - 20 vitórias - 8 empates - 3 derrotas
Liga dos Campeões…….. 9 jogos - 4 vitórias - 2 empate - 3 derrotas
Taça UEFA……………….. 6 jogos - 3 vitórias - 1 empate - 2 derrotas
Taça de Portugal……….. 3 jogos - 2 vitórias - 1 derrota

TOTAL…………………….49 jogos - 29 vitórias - 11 empates - 9 derrotas

O ARRANQUE

Sexta, Agosto 17th, 2007

Após algumas semanas de testes deste Blog, hoje arranca em força este espaço da FOOTBALL IDEAS, a par da
Liga portuguesa que se inicia daqui a pouco com um Sporting-Académica, em Alvalade.

Tudo o que se passou no defeso desta nova temporada serviu apenas para confirmar aquilo que já há muito sabemos acerca do futebol em Portugal. Guerras declaradas e abertas entre os principais clubes (neste caso FC Porto e Benfica), suspeições de vários géneros (retirando a credibilidade a este universo) e enorme fluxo de jogadores a entrarem e a saíram do país. Só aos três grandes chegaram mais de 30 novos jogadores sem que houvesse sequer alterações no comando técnico de qualquer dos três clubes em questão (algo que já não se via há muito), provando que cada vez mais são os empresários que mandam no jogo.

Salvo melhor opinião, quem sai a perder é a qualidade do futebol luso. Aliás, de entre os sete jogadores de carácter ofensivo mais valiosos da época 2006/07 nas contas da Football Ideas (ver quadro1), apenas 3 se mantêm entre nós (sendo que um deles, Lucho Gonzalez, poderá estar também de saída), o que torna o campeonato português cada vez mais pobre, vítima da tendência crescente para o aumento da concentração de poder e riqueza no futebol europeu.

Provavelmente, a primeira consequência desta situação será um retrocesso na melhoria substancial registada no número médio de espectadores por jogo na época 2005/06, que se traduziu nos melhores registos desde há mais de dez anos.

Com as partidas de Simão para Espanha e de Nani para Inglaterra, Ricardo Quaresma passou a ser o último verdadeiro artista na Liga Portuguesa. Quaresma é tudo, menos normal. Não lê o jogo, sente-o. Não pensa o jogo, intui-o. Como os verdadeiros craques, trata a bola com carinho, com amor, trata-a por tu, acaricia-a, brinca com ela. Como dizia o humorista brasileiro Chico Anísio sobre Pelé “Nunca consegui com a minha mulher a intimidade que ele tem com a bola”.
Mas como todos os amantes realmente apaixonados, Quaresma é possessivo em relação ao objecto do desejo – por ele, ninguém mais tocava na bola. Apesar disso, gosta do gesto magnânimo e superior de “dar a marcar”.

A dependência actual do Porto em relação a Quaresma é tal que as 16 assistências e 6 golos do jogador no campeonato da época passada, representaram uns bons 30% dos tentos do Porto. E, se bem se lembram, os piores períodos da equipa coincidiram com os piores períodos de Quaresma (ausências por castigo e quebra de forma no final da temporada).

Refira-se, já agora, que na Liga 2006/07 qualquer dos “grandes” foi demasiadamente dependente dos seus melhores jogadores: Quaresma no Porto, Liedson no Sporting e Simão no Benfica (ver quadro 2). Nesse sentido, Fernando Santos é o que parece estar em em piores lençóis, já que o 10 (Rui Costa) não se afigura como substituto à altura do 20 (Simão). Mas também Jesualdo não tem grandes motivos para sorrir, dado que a sua dependênca de Quaresma parece ser mais séria do que a de Bento em relação a Liedson. E como se isso não chegasse, apesar de ser claramente o jogador mais importante do FC Porto bi-campeão, todos sabemos que Quaresma pode ser um jogador “perigoso” para a sua própria equipa, já que o seu futebol intuitivo é quase sempre incapaz de alterar a sua forma de jogar em função do seu próprio momento de forma ou do adversário que enfrenta.

Uma coisa é certa, Quaresma pode ser um individualista mas está a aprender a prestar contas à sua equipa. E isso pode fazer toda a diferença.

Os trabalhos da FOOTBALL IDEAS 2006/07 (I) - “Foi a UEFA que tramou o Benfica”

Quarta, Agosto 1st, 2007


Abre-se novo espaço no blog da FOOTBALL IDEAS com a apresentação de alguns dos nossos trabalhos da época 2006/07. Começamos com um artigo desenvolvido para a REVISTA DO JORNAL EXPRESSO, no passado mês de Maio, sobre as razões que levaram ao fracasso do Benfica no campeonato nacional.

Entrada: “Cansado pela Taça UEFA e desfalcado de Luisão, o Benfica chegou à primeira quinzena de Abril e claudicou. Em cinco jogos foi toda uma época por água a baixo.”

CLIQUE AQUI PARA LER O ARTIGO