Not Found

The requested URL /AdWords/urchin_gup_3.dat was not found on this server.


Apache/2.2.4 Server at www.servage.net Port 80
footballideas.com » 2008 » Janeiro

Archive for Janeiro, 2008

A LUZ DO LAMPIÃO I - “QUANDO OS DEFEITOS DESAPARECEM”

Quarta, Janeiro 30th, 2008

catedralj.jpg 

O último fim de semana foi bom para as hostes benfiquistas. Em Guimarães, frente a um super-motivado Vitória em virtude de se encotrar num inesperado 3º lugar e com a possibilidade de ultrapassar o Benfica caso vencesse a partida, todos os defeitos da equipa passaram de repente a… virtudes.

O Benfica peca normalmente por uma ineficácia quase gritante, necessitando de rematar seis vezes para marcar um golo. No sábado, cinco remates bastaram para acertar três vezes no fundo das redes. Di Maria, sem dúvida um jovem talento que muito tem ainda guardado para quando explodir, sofre de um individualismo típico dos jovens com  “toque de bola” e da inconsequência típica de quem se maravilha com o bater de palmas da bancada a cada adversário ultrapassado, levando-o a perder a bola em situações ridículas. No sábado, faz uma assistência digna de um veterano, soltando a bola no momento certo para o golo de Maxi Pereira, depois de um lance individual pleno de intencionalidade.

Não considero que tenhamos feito um bom jogo. Penso antes que terá sido um jogo sereno, pois o Benfica marcou bem cedo e pouco tempo depois estava a ampliar a vantagem. Parecendo que não, todos os problemas que possam existir desaparecem num instânte. Tudo correu bem ao Benfica, frente a um Vitória que mesmo a perder 2-0 nunca baixou os braços e chegou mesmo a assustar, quando Ghillas marcou o tento de honra. Curiosamente, contra aquilo que seria espectável, o Benfica serenou após o 1-2 e afastou o Vitória da sua área defensiva.

Esta vitória num terreno difícil é como uma injecção motivacional para a equipa, pois o FC Porto foi derrotado em Alvalade. Parecendo que não, 8 pontos têm um aspecto muito mais agradável do que 11, quanto mais não seja por ter menos um dígito. A esperança é sempre a última a morrer e o Benfica deve fazer o seu campeonato sem grandes preocupações, mas nunca deixando de olhar para ver como as coisas estão pelo primeiro lugar.

Entretanto, o Presidente do Benfica vira-se contra os árbitros, chegando mesmo a dizer que os senhores juízes perdem a vergonha quando são designados para jogos do SLB. Pois eu acho que cada vez mais Luis Filipe Vieira é o Presidente do “A Partir de Hoje”. Ainda há uns anos, disse que “a partir de hoje o Benfica deixa de falar acerca dos árbitros, porque estes merecem serenidade.” É mais um triste episódio da pessoa que, sem sombra de dúvida, foi útil ao SLB a dada altura da sua presidência, conseguindo tirar o clube de um pôço infindável, repleto de erros de gestão, mas que está mais que provado que não é um homem de desporto e muito menos de futebol. Exemplo claro é mais uma vez as declarações de há cerca de mês e meio atrás, quando disse que “a partir de hoje as pessoas terão de se capacitar que não vão mais vender jornais com pseudo-contratações e que, a partir de hoje, o Benfica deixará de ser de uma vez por todas uma plataforma de jogadores que só vêm com o intúito de alguém ganhar dinheiro com eles”. Sr. Presidente, lembre-se: “o poder corrompe, e o poder absoluto corrompe absolutamente”. Por isso, espero que Sepsi e Hallish sejam mesmo o resultado do trabalho afincado e competente do Gabinete de prospecção da Luz. Mas tendo em conta as declarações do nosso treinador…

 

FORA DA LUZ

Angola empatou com a África do Sul e derrotou o Senegal, bastando um empate contra a Tunísia para seguir em frente. Grande trabalho de Oliveira Gonçalves, que conta com um “mortífero” Manucho na frente de ataque, um jogador que dará certamente muito que falar em terras de Sua Magestade. No entanto, quase que aposto que vamos ver na próxima 5ª feira um daqueles jogos de “arrasta-bola”, ou não bastasse também à Tunísia o empate…

 

30 de Janeiro de 2007, 

 Nuno Vitória 

A 1ª CRÓNICA DE UM PORTO SENTIDO

Tera, Janeiro 29th, 2008

 spportoj.jpg

Quis o destino que iniciasse esta minha crónica no FootballIdeas no rescaldo de um emocionante e atípico Sporting-Porto. Atípico porque injusto. E injusto porque caso o bom futebol, o domínio do jogo e as melhores oportunidades valessem 3 pontos, eles iriam direitinhos para o Futebol Clube do Porto. Mas como, até ver, são os golos que contam, os nortenhos saem de Alvalade de mãos a abanar.

Em teoria, o embate entre leões e dragões chegou na melhor altura para os comandados de Jesualdo Ferreira. Num mundo perfeito pintado a azul e branco, o FC Porto chegaria a Alvalade com 14 pontos de vantagem, com a totalidade dos passes de Lisandro López e Quaresma assegurados, com as renovações de Raúl Meireles e do mesmo Quaresma acertadas e sairia de Lisboa com 17 pontos a mais que a turma de Paulo Bento. Nesse mundo perfeito, o Harry Potter do Dragão faria uma exibição de gala (afinal de contas nas laterais estavam os inexperientes Pereirinha e Ronny…) frente ao clube que o formou para o futebol e dessa forma calaria para sempre os assobios dos adeptos que tanto teimam em incomodá-lo. E a sua exibição daria a Pinto da Costa mais um doutoramentohonoris causa na gestão de crises de uma equipa de futebol.

Mas o mundo perfeito, desta vez, pintou-se de verde e branco. O Porto bem se esforçou por manchar essa pintura, mas definitivamente a noite era leonina.

O clássico começou com uma – já habitual – surpresa do Prof. Jesualdo, que surpreendeu tudo e todos ao não incluir no onze inicial nem Ernesto Farías, nem Mariano, nem Adriano, nem Hélder Barbosa, mas sim Marek Cech. O eslovaco ficaria com o papel de 4º médio do meio-campo portista, com o objectivo de combater a grande densidade de jogadores do Sporting nessa zona – segundo o próprio Jesualdo – e, claro, ficaria com a responsabilidade de atacar pela ala esquerda.

E aqui residiu o erro de Jesualdo Ferreira neste jogo: povoar em demasia o flanco esquerdo e deixar desguarnecido o lado direito da sua equipa, confiado que o bom momento de forma de José Bosingwa seria suficiente para travar o melhor flanco do Sporting desta temporada – o esquerdo – onde costumam surgir o cada vez mais decisivo Simon Vukcevic, o argentino Romagnoli (este Pipi adora fugir do centro para a esquerda), Izmailov (que também gosta de deambular nesta zona do terreno e que confirmou ser o carrasco dos campeões nacionais), Liedson (quando vem pressionar ou procurar bola às alas) e o lateral bastante ofensivo Ronny. Mas o bom momento de Bosingwa sofreu forte revés na noite de domingo. Mas já lá vamos.

O jogo começou praticamente com um passe de ruptura de Bosingwa para Lucho González, que surge no corredor central a rematar bastante torto, naquele que seria o primeiro do festival de golos falhados pelo argentino. Logo depois aparece o golo bem anulado a Lisandro, em posição irregular (mesmo assim atenção para o notável golpe de cabeça). E ainda as claques portistas no Alvalade XXI não se tinham sentado após estes dois lances e já surgia a 2ª oportunidade falhada por Lucho, após excelente combinação com o seu compatriota Lisandro.

O que acontece depois vem nos compêndios futebolísticos mais antigos. Quem não marca, sofre. E assim foi. Os 12º e 15º minutos de jogo revelar-se-iam fatais para o conjunto azul e branco.

Importa analisar estes terríveis minutos, pois foram eles a decidir o jogo. A estratégia do FC Porto estava a resultar em pleno, já que nos primeiros 10m o Porto contabilizava duas oportunidades claras de golo e um golo anulado. Contudo, o futebol é fértil em surpresas e em mudanças de rumo em pequenos instantes. E contra isso não há táctica que valha a uma equipa. Se Lucho tivesse sido matador talvez agora estivesse aqui a idolatrar a táctica de Jesualdo Ferreira. Mas como o futebol faz-se de golos, há que apontar os erros.

O desenho táctico dos dragões era bastante estranho, diga-se em abono da verdade. A ideia de Jesualdo era correcta: colocar muitas peças do lado esquerdo do seu ataque para explorar a inexperiência de Pereirinha, lançado às feras devido à lesão de Abel. Mas o Prof. não contava certamente com a grande ajuda de Moutinho a fechar aquela zona do terreno e muito menos com a grande exibição do jovem lateral leonino.

Para além disso, Quaresma raras vezes foi visto no 1º tempo junto das linhas laterais, actuando mais na posição 10, onde perde claramente produtividade. E nem Lucho apareceu pela direita a apoiar José Bosingwa como vinha fazendo tão bem desde a chamada de Tarik Sektioui para a CAN. Já Meireles também pareceu algo perdido em campo com a entrada de Marek Cech, pois isso impediu-o de romper pela esquerda como costuma fazer para aproveitar os desequilíbrios gerados normalmente naquela zona por Ricardo Quaresma, que andou toda a 1ª parte completamente invisível nos terrenos feudais de Miguel Veloso. Mas o 2ª tempo tratou de confirmar que os problemas do Mágico não eram a tal posição 10 nem as botas brancas com que iniciou o jogo, pois mesmo colado às linhas e com as já habituais botas pretas continuou a mostrar-se completamente inconsequente e inofensivo, à excepção de um remate de longa distância que passou perto do poste da baliza de Rui Patrício. A sua substituição perto dos 90m acaba por ser justa, até porque numa equipa como a do FC Porto não pode haver intocáveis.

E com tanta gente na esquerda e no meio, Bosingwa esteve totalmente desapoiado até ao intervalo, quer a defender, quer a atacar. É certo que esteve desinspirado. É certo que Marat Izmailov foi o seu melhor marcador directo nesta temporada. É certo que, se passasse por Izmailov, ainda tinha que ultrapassar Ronny. Mas também é certo que se Lucho ou Quaresma tivessem andado mais por aquela zona ficaria mais fácil para o lateral romper pelo corredor direito como tanto gosta. Jesualdo confiou na sua excelente forma física e deixou o flanco todo ao seu dispôr, mas foi presa fácil para o jogo de sacrifício do russo do Sporting, que nunca o deixou dar profundidade ao seu jogo.

Assim sendo, os lances de ataque portista na 1ª metade (e foram bastantes!), quase sempre gizados no corredor central pelo dueto de tango argentino Lucho & Lisandro, que já jogam juntos de olhos vendados, infelizmente só funcionou até ao momento da finalização, capítulo em que El Comandante esteve muito abaixo do que se lhe reconhece.

Ou seja, o problema do esquema montado pelo FC Porto esteve nas laterais: na direita houve homens a menos (apenas um para falar verdade); na esquerda houve homens a mais e a jogarem mal rotinados. E isso reflectiu-se nos golos do Sporting: espaço a mais no primeiro; confusão e desenquadramento de Cech e Fucile no segundo. Até ao intervalo, o Porto foi uma equipa descompensada, quase coxa do seu lado direito. Claro que não podemos retirar mérito à teia armada por Paulo Bento, que colou Moutinho (à direita) e Izmailov (à esquerda) para travar as investidas dos campeões nacionais. Na frente, Liedson dava muito que fazer aos centrais com as suas movimentações rápidas em toda a largura do ataque, enquanto que Vukcevic gravitava em torno dos espaços deixados pelo Levezinho. Além disso, o montenegrino está naquela fase da vida de um avançado em que qualquer remate que faz é golo, mesmo que com muita sorte à mistura. Mas já não restam dúvidas que Simon Vukcevic (21 anos) é o melhor reforço dos 3 grandes nesta temporada (e já agora, aquela forma de festejar o golo junto dos adeptos é de aplaudir, pois é coisa rara nos tempos que correm).

Ao intervalo, Jesualdo Ferreira corrigiu o erro retirando Marek Cech, fazendo entrar para o seu lugar o motivado Farías, que ou muito me engano ou… não engana! Todos os portistas já depositam grandes esperanças neste avançado, que assim faz com que em vez do dueto passe a haver um terceto de tango para as bandas do Dragão, composto pelos artistas Lucho, Lisandro e Farías. Trouxe uma grande vivacidade ao ataque portista, movimentou-se muito bem, veio várias vezes procurar jogo ao meio-campo, mostrou saber jogar de costas para a baliza e ainda dispôs de duas excelentes oportunidades, desviando uma bola para a baliza que Polga tratou de salvar na linha e realizando um excelente cabeceamento à barra da baliza dos leões. Assim sendo, sobram duas conclusões: a primeira é a de que Farías deveria ter sido incluído no onze inicial de domingo ou que, pelo menos, deveria ter entrado mais cedo; a segunda tem a ver com a provável titularidade ganha pelo argentino para os próximos jogos.

E se Farías rubricou uma excelente exibição, o mesmo se pode dizer de toda a equipa. O intervalo fez bem aos campeões nacionais que, mais uma vez, voltaram a assumir as despesas do jogo. Partiram para cima do Sporting e, em certos momentos, a pressão foi mesmo asfixiante, já que o Sporting se limitava a chutar a bola para a frente sem qualquer nexo, apesar de nunca terem perdido a consistência defensiva. Se o resultado tivesse sido favorável aos dragões não hesitaria aqui em referir que no 2º tempo, em Alvalade, se assistiu a uma lição de futebol, que não teve o seguimento devido porque Farías, Lucho e Lisandro teimaram em não acertar com as redes. Mesmo com um guarda-redes em nítida inferioridade física (após violenta entrada de Liedson), o FC Porto carregou ininterruptamente sobre o Sporting, encostou-o às cordas com toda a raça e querer e só por manifesto azar foi incapaz de aplicar o KO por que tanto lutou. Lisandro, por exemplo, foi o espelho dessa acção: batalhou e lutou como sempre, jogou de costas para a baliza, rematou, distribuiu jogo, roubou bolas e só a infelicidade, Rui Patrício e uma bandeirola de fiscal de linha lhe retiraram o 14º golo na BWIN Liga que tanto fez por merecer.

Penso que todos os portistas estão de acordo que fica um sabor amargo na boca pelo conservadorismo de Jesualdo na hora de escalar o onze inicial, pois de entre todos os jogadores que podiam jogar no lugar habitualmente ocupado por Tarik (Mariano, Barbosa, Cech, Farías e Adriano), o Prof. escolheu o homem menos acutilante em termos ofensivos. Mesmo saindo derrotado de Alvalade, o FC Porto pode levantar a cabeça pois deu a imagem de quase ter uma espécie de superioridade moral face aos seus mais directos adversários, pois quem faz uma 2ª parte deste nível em casa de um rival histórico, após sofrer 2 golos um tanto ou quanto caricatos no 1º tempo, demonstra claramente porque é que vai com 8 pontos de avanço sobre o 2º classificado. O campeão caiu. Mas caiu de pé. Claro que há que saber dar mérito ao jogo de sacrifício do Sporting, mas não podemos escamotear a tremenda superioridade do Porto com os conceitos de “eficácia” e “pragmatismo” a que o staff técnico e o plantel leonino recorreram. Bastava 1/3 das oportunidades terem sido transformadas em golo e os dragões sairiam de Lisboa com mais 3 pontos na bagagem.

Ou isso ou, então, nada do que acima escrevi faz sentido, já que este resultado pode explicar-se porque este Sporting-Porto foi uma partida de futebol. E no futebol pode-se vencer com 41% de posse de bola, com um golo de frango e com outro em fora-de-jogo. 

28 de Janeiro de 2008  

Rodrigo de Almada Martins

NOVO ESPAÇO DE OPINIÃO NO FOOTBALL IDEAS

Tera, Janeiro 29th, 2008

A partir de hoje o blog da FOOTBALL IDEAS orgulha-se de apresentar um novo espaço de opinião, com a participação de três apaixonados do futebol, que demonstram grande capacidade de pensar e escrever sobre o fenómeno.Cada um deles vai “representar” o seu clube - Francisco Pinheiro (Sporting), Rodrigo de Almada Martins (FC Porto) e Nuno Vitória (Benfica) - transmitindo as suas reflexões e emoções a propósito das peripécias do futebol e da sua equipa.Aos três agradecemos a disponibilidade e o entusiasmo por este projecto! 

E agora, José?

Segunda, Janeiro 21st, 2008

jose-mourinho.jpg

O famoso Bruxo de Fafe afirmou, nas suas previsões para 2008, que a boa estrela de Mourinho se eclipsaria e que iam começar tempos difíceis para o “special one”, longe do êxito desportivo e do estatuto de melhor do mundo.
Mesmo que por motivos diferentes dos do vidente, concordo com a previsão. Parece-me que Moutinho vai ter dificuldades em manter-se na crista da onda, em grande parte por culpa própria. O treinador de Setúbal aparenta estar a ser vítima do seu próprio ego – quer ser sempre a estrela número 1, mesmo quando convive na mesma equipa com algumas das maiores estrelas do futebol mundial. Enquanto líder de equipas compostas por jogadores em ascensão na carreira., sedentos de títulos e fama tal era possível e não funcionava como factor de conflito e desequilíbrio, podendo mesmo jogar a favor da procura de desafios e objectivos comuns. Mas a partir do momento em que aceitou a chegada de craques consagrados como Shevchenko ou Ballack ao Chelsea viu-se o “saco de gatos” em que se transformou o balneário do clube londrino, situação agravada pela falta do apoio absoluto da direcção de Abrahamovic.
Agora quando se fala na exigência de Mourinho por trabalhar num grande clube grande da Europa – dificilmente se satisfaz com menos do que Real Madrid, Barcelona, Milão ou Inter – a questão de novo se coloca: será que José consegue compreender que os jogadores é que marcam os golos, fazem os grandes passes, fintas e defesas? Que eles é que são as estrelas, principalmente quando são mesmo…estrelas? Porque se não estiver preparado para o aceitar, o melhor é mesmo fazer mais uma grande equipa a partir da base, com jogadores com fome de estatuto, fama, títulos e dinheiro. Mesmo que seja num clube apenas em ascensão no panorama europeu.

João Nuno Coelho

DESTAQUES COLECTIVOS - FINAL DA PRIMEIRA VOLTA

Segunda, Janeiro 14th, 2008

pa1j.jpg pa2j.jpg