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Archive for Maro, 2008

Porto Sentido VI – “Quem não sonhou em ser um jogador de futebol?”

Segunda, Maro 24th, 2008

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Depois de sair do metro olho para o relógio: 20h10. Ainda é cedo para ir para o meu lugar anual, pelo que me encaminho para o Porta 29, o café onde os portistas costumam enganar os nervos à medida que o apito inicial do árbitro se aproxima. Cheira a Liga dos Campeões. É difícil de explicar, mas os jogos europeus encerram um encanto especial. Há algo de nobre e de histórico em duas equipas de países diferentes se defrontarem a 2 mãos, a eliminar.

Num dos ecrãs do tal café reparo que Mirko Slomka optou por deixar o irrequieto Rakitic e o possante Asamoah no banco, apostando num 11 mais defensivo. Isso favorece-nos, penso para os meus botões. Sempre ouvi dizer que quem joga para empatar acaba por perder.

Depois do café, para aquecer a garganta (nunca se sabe se vai ser preciso puxar pela equipa…), dirijo-me para o meu sector. Quando, por fim, começo a vislumbrar o relvado e todo o esplendor do nosso estádio completamente lotado realizo que estou mesmo num jogo da Champions. Nos oitavos-de-final da mais importante competição de clubes do Mundo.

O jogo começa e estamos nitidamente com sinal mais. Trocamos bem a bola, com intensidade, o público está a vibrar com a atitude desinibida da equipa. De repente vem-me à memória o Porto – Manchester da época de Gelsenkirchen. O jogo parece-me semelhante. Bosingwa a cavalgar pelo lado direito tal qual Paulo Ferreira o fez uns anos atrás. Só que desta vez estamos na 2ª mão da eliminatória. E em desvantagem. E não temos McCarthy. Nem Deco. Nem Ricardo Carvalho. E num ápice reparo que Bosingwa é melhor que Paulo Ferreira; que este Lisandro é melhor que o McCarthy; que Lucho se equipara a Deco; que Bruno Alves não está assim muito distante de Carvalho; que Assunção, por exemplo, é imprescindível, tal qual era Costinha.

2004 já lá vai. Estamos no ano da graça de 2008 e a ambição é a mesma: ganhar! O Lisandro já poderia ter marcado logo aos 12 minutos, mas o guarda-redes fez muito bem a mancha. Ouço atrás de mim uns amigos meus a questionarem-se sobre se este guarda-redes não é o tal que foi apanha-bolas na final entre Porto e Mónaco. Sim, é ele. E todos nós estivemos em Gelsenkirchen, mas na altura ninguém queria saber do apanha-bolas para nada. Não que interesse muito, mas alguém se lembra que o rapaz se chama Neuer. “É bom guarda-redes”, ouço dizer.

Atenção! Jogada pela direita, a plateia azul e branca levanta-se para ver melhor este foguete supersónico que dá pelo nome de Bosingwa. O lateral vai à linha e cruza… bola na cabeça de Tarik, já estamos quase a festejar, não pode falhar…a bola vai para a baliza, já se grita GOOL… mas não! O tal ex-apanha-bolas defende inacreditavelmente para canto! Defesa monstruosa! Como é possível Tarik?

Mas o público não desarma. Está tudo confiante de que a noite é nossa. Os alemães resumem-se a bolas bombeadas para Kuranyi, sem qualquer nexo. Os médios Jones e Ernst não conseguem pegar no jogo. Por isso, há que acreditar! No íntimo penso que este Schalke afinal é um embuste. Tem alguns bons jogadores, é certo. São fortes fisicamente, correcto. Defendem-se bem. Mas a verdade é que aqueles 15 minutos iniciais na Alemanha parecem-me uma mentira completa. Não sei o que terá sido: se o público alemão a puxar pela sua equipa; se a invenção de Jesualdo ao colocar João Paulo a defesa direito; se o mau início de Fucile; se uma estratégia desesperada dos alemães que, sabendo serem inferiores ao FC Porto, optaram por essa fórmula do “vamos para cima deles, vamos comê-los logo no início, vamos surpreendê-los porque só assim lhes podemos ganhar”!

O intervalo chega e o Porto tem cerca de 3 oportunidades claras de golo. O estádio está ansioso, nervoso… mas crente. É hora de ir discutir pormenores sobre o jogo com os amigos. E também de ir junto do sector dos adeptos do Schalke na tentativa de tentar fazer uma troca de cachecóis. Depois de algumas “negas” lá aparece um senhor disposto a efectuar a troca. E aí está mais um cachecol para a minha colecção!

A 2ª parte começa. Nestes 45m temos que dar o tudo por tudo. Não merecemos estar em desvantagem. Já merecíamos um golo. Mas há que batalhar pela sorte. Vamos para cima deles!

Contudo, esta crença na vitória é abalada por um adepto mais perspicaz: “reparem, ali ao fundo, o Bosingwa não está em condições, vai ter que sair”. Os olhares encaminham-se para lá. Dá-se o pior dos cenários. Bosingwa ressente-se da lesão e tem que sair. E agora? Como vamos atacar em velocidade? E logo o Bosingwa, que estava a ser dos mais perigosos! O quê? Mariano para o lugar dele? O que se passa com Jesualdo? Confesso que não percebo. Mas vamos dar o benefício da dúvida ao homem. Afinal de contas, hoje não é dia de protestar, mas sim de apoiar a equipa.

Livre para o Porto. Vai bater directo? Não! Sai cruzamento para o segundo poste, o Lucho ganha para a pequena área onde aparece Tarik a… tem que ser golo… o estádio já está de pé…esta tem que entrar…gargantas prestes a explodir… NÃO! O guarda-redes defende! O tal Neuer, não é? Que defesa impossível! Mas o Tarik não está isento de culpas! Alguns adeptos começam a praguejar o marroquino. Falhou dois golos certos! O Henri Michel bem tem razão. Este Tarik é mesmo “o homem dos grandes golos”. Parece que só consegue marcar golos geniais. Os fáceis não são para ele. Se é para entrar na história, tem que entrar em grande! A facilidade não o atrai. Mas Jesualdo percebe e bem que nestas alturas este tipo de jogadores são dispensáveis. Por isso decide lançar Farias, por troca com o extremo do Magrebe.

 

Ao meu lado ouço frases do estilo “já vi tudo, hoje vai ser daqueles dias em que por mais que tentemos ela não entra”, “hoje a sorte não quer nada connosco”; “podíamos estar ali mais 4 horas que ela não ia entrar”. Mas eu, pelo contrário, estou feliz. Feliz porque afinal este Porto é mesmo bom! Temos equipa para encostar uma formação europeia às cordas. Os pupilos do Mestre Jesualdo Ferreira conseguem fazer com que os adeptos se embrenhem no jogo, gritando, assobiando, berrando pela equipa. De facto, há muito que não via assim o Dragão: entusiasmado. São estes jogos que motivam os adeptos e os apreciadores deste desporto. E eu, sendo adepto e apreciador ao mesmo tempo, estou duplamente feliz. Estou totalmente concentrado no jogo. No espectáculo.

 

Helton acaba de defender com as mãos fora da área, liquidando um contra-ataque dos visitantes. Quase todos no estádio se apercebem. Não é sancionado. A arbitragem está a ser esquisita. O juiz da partida assinala falta por tudo e por nada. Parece pouco seguro a apitar, pouco confiante. Mas falemos de futebol!

 

Já só faltam 15 minutos para o término do desafio. Confesso que as sucessivas defesas do Neuer me tiram grande parte da esperança numa mudança de rumo dos acontecimentos. Nem da pequena área, nem de longa distância, nem no jogo aéreo os portistas conseguem introduzir a bola na baliza do Schalke. O público quebrou muito. O estádio está mais silencioso, mais apático. Já poucos acreditam numa reviravolta. E ainda vou acreditando, mas de forma muito ténue. É pena! Somos a melhor equipa, mas falta-nos aquilo que tem faltado nos últimos tempos do futebol português: o killer instinct, nas palavras de Sir Bobby Robson. Frente às balizas como que um medo cénico se acerca das equipas nacionais e transforma avançados de barba rija em bebés de colo.

 

Faltam 8 minutos. Fucile tem uma recepção péssima e como resultado disso tem uma entrada violenta, em carrinho. Um amarelo, certamente. O Sr. Howard Webb decide-se pela amostragem de um vermelho. Que se pode dizer? A mim parece-me que a cor acertada seria um laranja. Mas essa tonalidade em futebol não existe, a não ser nas camisolas da Holanda. É vermelho e há que lidar com isso. As esperanças desvanecem-se de vez. Com menos um, a faltar tão pouco tempo para o apito final, será certamente o Schalke a ser colocado entre as 8 melhores equipas europeias.

 

Mas este Porto não desiste! Estou orgulhoso! Com menos um e continuamos a carregar no acelerador, a dominar os germânicos. O público entusiasma-se mais pela reacção à adversidade por parte dos atletas do que pela crença numa reviravolta. O incentivo à equipa é uma espécie de prémio aos atletas pela sua bravura, pelo seu querer.

 

Bola na área dos alemães, tenho que me levantar para ver porque de repente todos se levantam. Consigo vislumbrar o Lisandro a receber a bola de costas, a rodar e a rematar de forma fulminante… e a bola a entrar, como que com fogo, na baliza de Neuer. O que a seguir se seguiu foi das maiores festas que vivi no Estádio do Dragão, talvez só comparável à tal eliminatória com o Manchester ou àquele cabeceamento de McCarthy que derrotou o Chelsea de José Mourinho. É indescritível! Abraços, saltos, gritos, choros, toda uma libertação de energia (alguns companheiros de lugar anual até aproveitam para darem uns empurrões na “vizinha do lado”, que esteve a noite toda a dizer mal da equipa!), uma explosão de 50 mil vozes – talvez menos porque alguns adeptos com menos fé tinham já abandonado o recinto – em uníssono, gritando golo! Nem acredito! Foi GOLO do Porto!

 

“Lisandroooo!!!” grita o speaker de serviço, ao que a multidão responde com todas as ganas: “López!!!!”. Isto repetido por mais duas vezes. E assim se cria um mito no Dragão. Mais um. Lisandro López entrou definitivamente na galeria dos imortais do meu clube. Só me lembro de um entusiasmo semelhante aquando do regresso do Ninja Derlei aos relvados, após prolongada ausência devido a lesão. Foi numa recepção ao Alverca (equipa contra a qual curiosamente se tinha lesionado no fim da 1ª volta) que Derlei voltaria a pisar um relvado muitos meses após a grave lesão no joelho para substituir já não me recordo quem. Ainda hoje não esqueço o Dragão todo de pé, a gritar “Ninja, Ninja, Ninja”, antes do brasileiro entrar no rectângulo verde, de forma triunfal. Nos poucos minutos que esteve em campo, Derlei mandou uma bola ao poste. Ainda hoje penso que, se essa bola tivesse entrado, o Dragão tinha vindo abaixo. Mas como todos sabemos, Derlei não se incomodou e, no jogo seguinte, na Corunha, na meia-final da Liga dos Campeões, faria o melhor jogo da sua vida, na minha opinião, marcando o penalty que colocou o FC Porto na segunda final da Liga dos Campeões da sua história.

Depois do golo de Lisandro vejo algo muito semelhante. Num sprint realizado com bola junto à linha (junto da bancada onde me encontro), todos nos levantamos automaticamente para aplaudirmos o astro argentino. É o novo ídolo do Dragão este jogador com mais alma que muitas equipas. Todos gritam o seu nome. Pode até vir a jogar, daqui a uns anos, nos rivais de Lisboa, mas no coração dos portistas Lisandro já tem um lugar assegurado. Para sempre.

 

Vem o prolongamento. O Porto continua a procurar o knock-out ao Schalke. Pelo contrário, os alemães querem vencer aos pontos. Mas o gancho decisivo dos portistas tarda em aparecer. Farías imita Tarik, ou seja, desperdiça oportunidades.

 

Mas dá prazer ver um embate destes. O Schalke é uma equipa muito forte também. São fortes e tacticamente não erram. Rafinha, Bordon, Westermann, Ernst, Jones e Kuranyi são jogadores de classe internacional. E que gosto dá ver o duelo entre Bordon e Lisandro! E que gosto dá ver a classe de Paulo Assunção, a subtileza de Lucho, a raça e técnica de Lisandro, a garra e vontade de Meireles, as pazes entre Mariano e a massa adepta (e que jogo está a fazer este argentino!), a segurança e eficácia de Alves e Emanuel. Quaresma, com o passar dos minutos, vem pegando mais no jogo. É agora que precisamos do Harry Potter, mais do que nunca!

 

O estádio motiva-se e motiva os jogadores. Os adeptos sentem que também fazem parte deste jogo, que podem ser o 12º jogador, que podem participar nesta batalha. Sim, porque lá dentro já não se trata somente de um jogo de futebol. Trata-se de uma batalha pela sobrevivência, mesmo que os músculos já estejam a latejar. Os jogadores dão tudo o que têm. Os jogadores correm com alma, à falta de forças. Ali já não há homens pagos para jogar. Há homens a lutar pelo orgulho, pela vitória, pelo seu grupo, pelo seu clube, pelo seu país. O mundo lá fora não existe. Ou se existe está concentrado ali, no Dragão. Tudo o resto está hibernado. Só este jogo interessa e nada mais.

 

Infelizmente Quaresma não consegue concretizar em golo aquela jogada. Roubou bem a bola mas depois faltou-lhe classe e calma para facturar, para a fazer passar através do gigante Neuer. A responsabilidade pesou muito. Se tivesse feito golo, Quaresma estaria agora com uma transferência assegurada para um grande colosso europeu. Assim sendo, fica a sua imagem de desilusão e incapacidade para virar o rumo dos acontecimentos. A ver vamos qual vai ser o futuro deste número 7.

E infelizmente o chapéu de Marek Cech levava um pouquinho de força a mais. E assim vamos para os penalties.

 

Antes dos penalties vive-se um momento fantástico. Alguém decide pôr a tocar o hino do Futebol Clube do Porto. Magnífico! Momento sublime! Cachecóis esticados e os portistas a cantarem a uma só voz. Olho para os lados, para as caras das pessoas, para me certificar de que todos compreendem que estamos a viver um momento único, que se está a escrever uma página memorável na história deste grande clube. Se existe definição para o que é “ser portista”, essa definição vem acompanhada destas imagens. O que ali se passou não se explica. Sente-se.

            Miguel Sousa Tavares disse uma vez, numa crónica, que existe o instante mágico, o instante iniciático, que sela para sempre o amor irracional entre um homem e um clube de futebol, um amor para a vida, que ninguém, jamais, poderá alterar. Enfim, uma paixão inexplicável, referindo-se ao primeiro jogo que o seu filho assistiu no Estádio das Antas.

Só quem já passou por este instante iniciático, por este ritual de iniciação, é que é capaz de compreender o que significou aquele momento. Eu tive a sorte de o poder compreender bem, pois tive um avô que, há cerca de 20 anos, me desvendou todos os mistérios do futebol. Assim, a partir daquele entoar de hino a plenos pulmões, o Porto podia perder que, mesmo assim, eu sairia feliz do estádio.

 

Bruno Alves e Lisandro permitiram que Neuer defendesse 2 penalties e colocasse o Schalke 04 nos oitavos da Champions. Foi injusto. Mas mesmo assim eu saí feliz do Dragão. E com a certeza de que mais nenhum clube no Mundo tem esta alma. Ser Dragão é isto. O futebol é isto. E é por isso que é uma paixão. Afinal de contas… como diz aquela música dos Skank, Quem não sonhou em ser um jogador de futebol?

 

Rodrigo de Almada Martins

 

 

O Leão da Serra III - “Mais vale tarde que nunca”

Sbado, Maro 22nd, 2008

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Muito se tem questionado o Paulo Bento nestas últimas semanas, talvez meses… Eu sou um dos tais, mas não um desses! Sou daqueles adeptos chatos que gostam de perceber as coisas! E ainda hoje, já com algum tempo de distância, ainda não percebi qual foi o critério em que assentou a escolha de Paulo Bento para treinador principal do Sporting.

 

Diziam que o Peseiro não tinha mão nos jogadores e o balneário era um antro de indisciplina. Assim, combate-se indisciplina com disciplina! Lógico? Talvez! Mas nem sempre a lógica faz sentido no futebol, tal como na própria vida!

Peseiro tinha currículo, curto mas interessante! Peseiro levou-nos a uma final da Taça UEFA, numa altura em que as competições europeias são dominadas por equipas dos principais campeonatos europeus. Peseiro esteve a sete minutos de vencer o Campeonato Nacional: ainda hoje o Ricardo tem pesadelos com a careca do Lusião… E, acima de tudo, Peseiro colocou a equipa a dar espectáculo e a jogar bom futebol.

 

E qual era o currículo do Paulo Bento como treinador? Como futebolista fez uma boa carreira, sem dúvida! Mas não podemos confundir as duas coisas: bom futebolista nem sempre dá grande treinador. Basta olhar para Maradona, Pele ou Eusébio. Paulo Bento, como treinador, apenas tinha passado pelos juvenis do Sporting. Vitorioso, é verdade, mas apenas isso, e nada mais. Nada no seu breve, curtíssimo currículo como treinador, justificava a sua escolha, a não ser que o principal motivo tivesse sido de ordem financeira… O clube não tinha verbas para contratar melhor treinador! Falou-se disso e ainda se fala! Mas se assim for, pergunto: não tem dinheiro para um bom técnico mas tem para pagar somas avultadas aos jogadores? Algo de errado se passa neste nosso futebol, se assim for! Bento trazia fama de disciplinador. Terá sido essa a razão da escolha? Se assim foi, tenho que desabafar, mais valia ter ido buscar a Manuela Ferreira Leite. Sim, que educar sete filhos, e ser Ministra das Finanças, deve dar muita experiência ao nível da disciplina…

 

Voltando ao nosso assunto. Há que admitir que com o Paulo Bento vencemos uma Taça de Portugal. Eu, sinceramente, prefiro mil vezes chegar à final da Taça UEFA (mesmo perdendo) do que vencer a Taça de Portugal. Questão de opiniões!

 

Depois disto, devem estar a pensar que sou dos que anseia pela saída de Paulo Bento! Não, nada mais longe da verdade! E não, não é por ironia que digo isto! O que a actual direcção do Sporting esta a fazer, segurar um treinador, é a atitude mais correcta por parte de qualquer clube, principalmente porque a estabilidade traz sempre os seus frutos, mas cedo ou mais tarde – veja-se o caso inglês do Manchester United ou Arsenal. Dá confiança ao treinador no seu trabalho, dá sinais claros aos jogadores que não podem andar sistematicamente a “fazer a cama” aos treinadores e transmite a mensagem correcta aos adeptos: não se pode andar a mudar de treinador consoante o vento das derrotas. 

 

Francisco Pinheiro

 

 

 

A Luz do Lampião IV - “Timing, timing e mais timing”

Quinta, Maro 13th, 2008

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Muita tinta correu desde a última vez que dei a minha opinião neste espaço. O Benfica saiu de Alvalade com um muito festejado empate a uma bola, foi derrotado pelo Getafe em casa por 1-2 e voltou a empatar em casa com a União de Leiria, último classificado da Liga. Resultado: Camacho foi-se embora.

 

Primeiro que tudo, não compreendi o contentamento evidenciado pelos benfiquistas após o jogo com o Sporting. Parecia que não faltavam ainda quase um terço das jornadas da Liga e que os Vitórias (de Setúbal e de Guimarães) não estavam perto. Hoje, vê-se o “lindo” resultado: É certo que o Sporting está a 6 pontos, mas há duas outras equipas bem próximo, com o Vit. Setúbal a depender de si próprio para ultrapassar o Benfica na classificação (defrontam-se na última jornada).

 

Depois, a primeira mão dos 1/8 de Final da Taça UEFA foi um descalabro. Curiosamente, não pelas razões que apontei na anterior crónica. A realidade é que o descalabro deveu-se a uma infantilidade de Cardozo, que não contente com o facto de a sua cotovelada ter passado impune em Alvalade decidiu repetir a “gracinha” num jogo europeu, que como se sabe tem árbitros que não brincam em serviço. A realidade é que vi o Benfica reagir de uma forma que há muito não via: com garra, querer, crer e brio profissional, os jogadores suaram a camisola em busca de um resultado menos mau face às adversidades todas desse jogo. O resultado foi mau, mas ficou a sensação que os jogadores tentaram inverter o rumo das coisas.

 

Depois veio o jogo com a União de Leiria. Mais uma exibição paupérrima e mais um empate em casa. Estou a falar de um jogo em que o adversário conquistou o 9º ponto no campeonato, tendo uma média de menos de meio ponto conquistado por jogo. E Camacho vai-se embora…

 

Sou por isso obrigado a dizer que se o Benfica fosse um dançarino, passava o tempo todo a pisar os pés do seu par. A falta de timing é gritante e o ritmo com que as coisas são feitas no meu clube está todo errado. Fernando Santos foi embora cedo demais (1ª jornada e a meio de uma eliminatória europeia) ou tarde demais (não devia ter sequer feito a pré-época, terminando o vínculo no final da época passada), conforme os pontos de vista da análise. E 7 meses depois o Benfica volta a ficar sem treinador a meio de uma eliminatória europeia, desta vez em pior condição visto ter perdido no Estádio da Luz.

 

Camacho, para mim, não sai bem na fotografia. Culpa os jogadores de falta de motivação, ao qual o capitão do Benfica respondeu que até os podem culpar de falta de talento, nunca de motivação. Além disso, deixa a equipa destroçada e em quebra numa altura em que o 2º lugar está em perigo e a carreira europeia por um fio… desfiado, “abandonando o barco” com um furo que ajudou a abrir.

 

Cabe agora a Chalana usar um remendo como aqueles que usava quando era jogador: um remendo genial. Para a UEFA, é o que está em melhor posição: se perder a culpa é de Camacho, se ganhar é um feito do “Pequeno Genial”. No entanto, para a Liga a coisa já não fia tão fino. E a realidade é que, se o Benfica não garantir o segundo lugar no final é sinal que não conseguiu minimizar o estrago e a equipa se afundou a pique, qual Titanic. Pode parecer injusto pôr este peso sobre os ombros de Chalana, mas a realidade é que no fim os dedos nunca deverão ser apontados a ele, mas sim ao presidente Luís Filipe Vieira por estar há mais de 2 anos sem uma política desportiva implementada para o futebol. Mais uma promessa “a partir de amanhã”… Esperemos que “a partir de amanhã” o Benfica continue na Taça UEFA, para termos todos uma pequena alegria ao fim de tanto tempo.

 

 

Fora da Luz

 

Grandes resultados de Naide Gomes e Nelson Évora nos Mundiais de Pista Coberta. É sempre de salientar quando atletas portugueses fazem grandes resultados em modalidades técnicas, modalidades essas que não têm as infra-estruturas e apoios que seriam o minimamente aceitáveis para o treino e evolução dos atletas, para mais em pista coberta. É que não há uma única estrutura de apoio em Portugal para este tipo de condições. Por tudo isto, parabéns Naide e Nelson.

 Nuno Vitória

Porto Sentido V – “A dúvida que nos assalta”

Quarta, Maro 5th, 2008

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      Foi um FC Porto muito versão Intercalar aquele que subiu ao relvado do Bessa no passado Sábado. Jesualdo Ferreira optou por fazer descansar a grande maioria da equipa titular e lançou às feras, de uma assentada, João Paulo, Stepanov, Kaz, Mariano e Adriano. Todos eles cumpriram com o que lhes era pedido, especialmente o argentino Mariano González, que começa finalmente a justificar a persistente aposta do Mestre Jesualdo, conforme Pinto da Costa tratou recentemente numa entrevista televisiva, argumentando que “professores há muitos”.

      Na segunda parte, os mais rodados Quaresma, Tarik e Meireles trataram de encostar o Boavista à sua baliza e só por manifesto azar o endiabrado número 7 não aplicou o golpe de misericórdia que o Porto fez por merecer. 

      Na semana dos derbies das duas maiores cidades portuguesas, acabou por ficar tudo na mesma. Contudo, diga-se, em abono da verdade, estes derbies já não são tãoderbies assim. Em Lisboa, o outrora mais escaldante clássico do futebol português tem-se resumido nos últimos anos quase sempre a uma batalha pelo acesso à Champions e já não pelo ceptro de campeão nacional. Quer Benfica, quer Sporting, apresentam nos dias de hoje plantéis com poucos jogadores portugueses, com pouca casa, com diminuta ou mesmo nenhuma cultura do futebol português, e modos que, para homens como Cardozo, Dí Maria, Rodriguez, Izmailov, Vukcevic, Maxi Pereira, Grimi, Tiuí ou Farnerud, defrontar o rival da segunda circular é o mesmo que jogar contra o Beira-Mar, Setúbal ou União de Leiria, só que com mais adeptos a assistir. Da mesma forma que nós não conseguimos vislumbrar qualquer emoção extra num Peñarol – Nacional de Motevideu ou num Partizan de Belgrado – Estrela Vermelha, também estes jogadores não sabem o que significa um Sporting – Benfica. E dificilmente o conseguirão perceber, dada a escassez de símbolos futebolísticos em cada um dos conjuntos. Temos que entender que os nossos confrontos não têm a dimensão mundial de clássicos como um Barça – Real, um Manchester – Liverpool ou um Milan – Juventus. Daí que seja difícil fazer sentir a estes jogadores o picante de um derby lisboeta com tantos e tantos anos de história. 

      Na Invicta, vive-se o mesmo problema, principalmente nos axadrezados. Olhar para este Boavista e compará-lo com o Boavista de Manuel José onde pontificavam históricos como Bobó, Tavares, Nelo, Rui Bento, Nogueira, o “eterno” capitão Paulo Sousa, Caetano, Venâncio, Casaca, os magníficos guardiões Alfredo e Lemajic e ainda jogadores da categoria de Erwin Sanchez, Artur, Ricky e Marlon Brandão é o mesmo que comparar o Ronaldinho de há 3 épocas com o Ronaldinho de 2008: o nome e a camisola ainda são os mesmos, a magia, a classe e a competência é que mudaram.

      E por exemplo, será que algum dia nos esqueceremos de ver os então fantásticos pontas-de-lança Nuno Gomes e Jimmy Hasselbaink a marcar golos vestidos de xadrez? Ou do Boavistão de Jaime Pacheco com nomes como Litos, Pedro Emanuel, Petit e Ion Timofte?

      Não podemos deixar de sentir uma enorme nostalgia ao constatarmos que o Boavista dos inícios da década de 90 era um emblema que se intrometia no domínio dos 3 grandes, sendo que hoje em dia trabalha para não descer e se revela incapaz de segurar jogadores como Linz, João Pinto ou Zé Manel, sendo obrigado a vê-los partir facilmente para um dos seus rivais. Ironicamente, quase apetece dizer que a pior coisa que aconteceu ao Boavista foi mesmo… sagrar-se campeão! 

      Mas a realidade do Boavista é a realidade do futebol português. E, por muito que custe, temos que nos acostumar a ela. Actualmente as equipas portuguesas apenas conseguem contratar no mercado sul-americano e em certos mercados do Leste europeu. E mesmo aí já enfrentam a concorrência de equipas gregas, turcas, ucranianas e russas, a maioria controladas por investidores milionários. Isto para não falar dos KakásMessisGiovannis dos Santos e Patos deste mundo que viajam directamente do futebol júnior da América do Sul para os grandes colossos europeus. Claro que, de quando em vez, podemos pescar um ou outro Anderson. Mas logo passados dois anos será inevitável que apareça um “grande” europeu a pagar um cheque chorudo por esse jogador, encolhendo simplesmente os ombros por não o ter ido buscar directamente à favela.

      Além disso, quando equipas cipriotas vêm recrutar os melhores jogadores dos clubes médios portugueses para as suas formações, é inevitável que nos apercebamos que algo mudou. Dificilmente poderemos ver actualmente em Portugal jogadores titulares da selecção romena como o era Ion Timofte, esse grande artista, muito semelhante ao brasileiro Rivaldo na sua forma de jogar – note-se que o Benfica acabou de contratar o lateral-esquerdo da selecção da Roménia… sub-21! E quem fala em Timofte fala nos internacionais búlgaros Kostadinov e Balacov, no polaco Juskowiak, nos brasileiros Mozer, Valdo, Ricardo Gomes e Branco, nos suecos Schwarz e Thern, nos russos Iuran, Kulkov e Mostovoi, no holandês Valckx, nos nigerianos Amunike e Yekini.

      Claro que para todos os problemas há soluções. E basta olhar para o campeonato francês para perceber isso. Uma forte aposta no mercado africano e na formação a sério têm feito maravilhas pela selecção gaulesa. As equipas portuguesas terão de mudar mentalidades e perceber que nem o habitual mercado brasileiro pode ser viável num breve futuro. 

      Sendo assim, no Bessa, em versão Intercalar, o Porto demonstrou toda a sua superioridade. Deu-se ao luxo de descansar quase todos os titulares e não perdeu pontos para os seus mais directos rivais. A caminhada do FC Porto para o tri afigura-se cada vez mais como um belo passeio à beira-mar. O tour europeu, iniciado há pouco em Gelsenkirchen, pelo contrário, parece um trekking bastante complicado, com muitas escarpas e precipícios na jornada. O que me leva à seguinte dúvida: será este Porto equipa a mais para Portugal e equipa a menos para a Europa? A ver vamos. A recepção ao Schalke é já hoje e o Covil do Dragão mal pode esperar. Este é o nosso dia D. Vamos para cima dos alemães!  

Rodrigo de Almada Martins

 

Os números do clássico

Quarta, Maro 5th, 2008

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PRINCIPAIS DESTAQUES JOGO SPORTING

 

- O Sporting somou o terceiro empate em casa (Setúbal, Leiria e Benfica), onde ainda não perdeu.

- O Sporting voltou a ficar a “zero” em jogos de campeonato (oitava vez), sendo que até aqui todas  dessas ocasiões haviam sucedido fora de Alvalade. Ou seja, em casa os leões tinham marcado sempre.

- Os leões sofreram mais um golo dentro da grande área, como 16 dos 18 sofridos até ao momento, que colocam a média de golos sofridos pelo Sporting nesta temporada no campeonato nos 0,9 por jogo (contra 0,5 na temporada passada).

- Especialmente grave é o facto de dos 18 golos concedidos, metade (9, dos quais 7 de cabeça) terem resultado de situação de bola parada, contra apenas 4 sofridos desta forma nos 30 jogos do campeonato da época passada. 

- Apesar da ligeira superioridade dos leões na posse de bola (52%, com 48% ao intervalo), este foi um jogo extremamente equilibrado, como fica patente na análise dos dados ofensivos das duas equipas: o Sporting conseguiu ligeira superioridade ao nível dos remates realizados (13-12),  e nos remates no alvo (6-5) e nos remates com perigo (6-5), assim como ao nível dos cruzamentos (20-15).

- Depois de uma primeira parte em que apesar de entrar bem no jogo não teve  muitas situações de golo (1 para além do golo), o Sporting melhorou na segunda etapa, fase em que teve mais remates no alvo (4 contra 2 na primeira parte) e com perigo (4, contra 2 na primeira etapa) e apenas concedeu 1 remate perigoso ao seu adversário.

 - Apesar disso, a equipa conseguiu um número aceitável de passes de ruptura em todo o jogo (até mais na primeira parte: 7+4), com destaque para a acção de Moutinho, que jogou mais avançado no centro do terreno (4 passes de ruptura).

- Os leões conseguiram um bom aproveitamento do jogo lateral, realizando total de 20 cruzamentos (9+11), alcançando uma boa proporção de cruzamentos a partir da linha ou do enfiamento da área (12), principalmente a partir do lado esquerdo e na primeira parte (7), fruto da exploração do isolamento de Nélson, pouco protegido pelo ala direito do Benfica. Aliás, ambas as equipas atacaram muito mais pela esquerda (na ordem dos 65% dos cruzamentos), merecendo destaque os 5 cruzamentos de Vukcevic e os 3 de Izmailov no Sporting.

- Os leões mantiveram uma relação positiva entre recuperações (47) e perdas de bola (44), sendo que a equipa continua bastante segura na circulação de bola no seu próprio meio campo (é o “grande” com melhor performance neste particular), com 5 perdas de bola deste tipo (média de 5,4 na presente temporada).

. Os sportinguistas estiveram muito bem ao nível nas recuperações em meio campo adversário (16 contra média de 12,5 na presente temporada e 13,3 na passada), superando um dos maiores problemas da equipa de Paulo Bento: a falta de agressividade defensiva. Realce para as 4 recuperações em meio campo adversário de Pereirinha, seguido de Izmailov, Moutinho e Tiuí (todos com 3 cada um).

- O Sporting realizou menos uma falta do que o Benfica (9-10), mas viu o dobro dos cartões amarelos (4-2), apesar dos encarnados terem visto um “vermelho”. 

 

MELHOR EM CAMPO DO SPORTING:

João Moutinho

- 2 remates

- 4 passes ofensivos

- 4 perdas de bola

- 6 recuperações (3 em meio campo adversário)

- 2 cortes

- 4 cruzamentos

- nenhuma falta cometida

- 4 faltas sofridas

 

 

                 PRINCIPAIS DESTAQUES JOGO BENFICA

 

- Benfica com mais um empate: 5º empate nos últimos 7 encontros do campeonato. A equipa continua a apresentar o melhor registo do campeonato enquanto visitante: 6 vitórias, 4 empates e 1 derrota.

 

 - Benfica marcou dentro da área, tal como em 26 dos seus 33 golos na prova. Os encarnados continuam a ser o segundo melhor ataque da prova, com média de 1,6 golos por jogo. 

 

- Os encarnados continuam a ser a equipa com maior aproveitamento das “bolas paradas”: 14 golos marcados, desta vez a partir de um canto (2º golo deste tipo). A equipa apresenta aproveitamento na ordem de 0,7 golos na sequência de lances de bola parada por jogo, exactamente a sua média no campeonato passado. Sporting (10 golos marcados) e FC Porto (7) ficam bem atrás nestas contas.

 

- Também na contabilidade de golos de cabeça (este jogo teve dois) os benfiquistas lideram, com 9 golos alcançados, tantos como o Sporting, enquanto o FC Porto tem 7.

 

- Os benfiquistas sofreram um golo dentro da área (como todos os 12 golos concedidos até ao momento) e continuam a ser a segunda melhor defesa da prova (0,6 por jogo, contra 0,7 na época transacta).

 

- Nesta partida, registam-se dados estatísticos muito semelhantes entre as duas equipas. Grande equilíbrio na posse de bola (48% para o Benfica, mas os encarnados terminaram a primeira parte com 52%), número semelhante de remates (15-12 favorável aos leões), de remates no alvo (6-5) e perigosos (também 6-5), e de cruzamentos (20-15). Apenas nos remates realizados dentro da grande área adversária o Sporting foi claramente superior (8-2).

 

- Os encarnados nem remataram muito (12 tentativas), mas fizeram-no com bastante perigo (5 remates), muitas vezes de fora da área, com destaque para Cardozo, Rui Costa e Rodriguez. Mas mais uma vez o jogo ofensivo dos encarnados viveu muito dos remates de fora da área e das situações de bola parada (4 cantos e 5 livres perto da área) para criar perigo, já que em termos de construção de jogo a equipa apresentou um futebol pouco esclarecido, como fica bem patente nos apenas 2 passes de ruptura realizados (1+1), um mínimo absoluto da equipa no campeonato (média de 12 por jogo).

 

- As águias tiveram uma primeira parte mais conseguida, com mais remates (8+4), mais remates no alvo (5+0) e mis remates perigosos (4+1). Como se vê, na segunda parte a equipa encarnada não chegou a acertar no alvo e só conseguiu um remate perigoso. Para esta situação terá também contribuído a expulsão de Néloson, naturalmente.

 

- Os encarnados viram também diminuir substancialmente o número de cruzamentos efectuados (9+6) no segundo período, sendo que preferiram sempre o lado esquerdo para cruzar (12 cruzamentos da esquerda contra 3 da direita), com Rodriguez (3) e Di Maria (3) a apenas cruzarem do lado esquerdo, provando que se dão melhor quando actuam por este flanco. Os dois futebolistas, embora joguem muitas vezes no corredor direito, têm ambos mais de 70% de cruzamentos a partir do flanco direito no campeonato)

 

- A equipa do Benfica desfrutou de muitos livres perto da área (total de 5 em todo o jogo), criando muito perigo nestas jogadas, nomeadamente a partir dos cruzamentos de Rui Costa.

 

- O Benfica continua a demonstrar equilíbrio entre perdas e recuperações de bola (42 de cada neste jogo), mas demonstrou menos capacidade de recuperações de bola em meio campo adversário do que habitual (9, para 14,3 de média no campeonato), com Binya a confirmar mais uma vez a sua grande capacidade de recuperação de bola (13; 4 em meio campo adversário), mas não teve um parceiro à altura em Maxi Pereira (apenas 3 recuperações).

 

- A equipa esteve bastante mal ao nível controle da posse de bola no seu próprio meio-campo (14 perdas de bola nesta zona, contra média no campeonato de 6,9), provocando muita instabilidade nas transições.

 

- Este foi um jogo com poucas faltas (19, divididas quase igualmente pelas duas equipas, 10 para o Benfica, 9 para o Sporting). No entanto, o jogo teve bastantes cartões amarelos (6, 2 para o Benfica) e 1 vermelho para os encarnados, tudo na segunda parte.

MELHOR EM CAMPO DO BENFICA:

Quim 

   - 10 defesas efectuadas

   - 4 defesas a evitar situação de golo