Archive for the ‘Geral’ Category
A melhor final da Champions e as lágrimas de Terry e Ronaldo.
Segunda, Maio 26th, 2008
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Pode parecer exagerado, mas quase uma semana depois continuo a pensar da mesma forma: o encontro entre Manchester United e Chelsea foi a melhor final da Taça / Liga dos Campeões que vi até hoje. E consigo recuar ate finais dos anos 70 nas minhas memórias destes jogos. O facto de se terem defrontado duas equipas inglesas ajudou com certeza a que este tenha sido um jogo fantástico, pleno de qualidade técnica e emoção. Porque apesar da continentalização do futebol britânico, a mentalidade das suas equipas continua quase intacta: antes de se pensar em não perder (como no continente europeu) pensa-se em ganhar. E joga-se para ganhar, mesmo quando o resultado está empatado no prolongamento. Por isso, a Liga inglesa é hoje a mais interessante de todo o planeta.
Um jogo de futebol nunca é apenas um jogo de futebol. Representa sempre muito mais. Por isso é tão importante para tantos milhões de pessoas em todo o Mundo. Um jogo de futebol - ainda para mais a este nível - conta sempre uma ou várias histórias, junta diversas narrativas que nos empurram a torcer por uma das equipas em presença, mesmo que não seja a nossa equipa, nem tão pouco uma equipa do nosso país. Ver (viver) um jogo de futebol sem torcer por um dos contendores é ficar de fora, ficar pela dismensão artística e/ ou plástica, vazia e fria. A principal narrativa que envolvia o Manchester United nesta final, pelo menos a partir do ponto de vista português centrava-se no menino prodígio Cristiano Ronaldo, o nosso melhor do mundo. Já do lado do Chelsea a história era ainda mais fascinante: o clube londrino, até hoje de média dimensão, apenas 1 vez campeão inglês antes da chegada de Mourinho e Abrahamovic, que conseguiram reunir um conjunto de jogadores extraordinário, mas até agora incapaz de conquistar a mais mítica competição de clubes a nível mundial: a Taça / Liga dos Campeões. O grupo parecera condenado com a partida do Special One Mourinho, mas um Average One, Grant, conseguira concretizar o sonho de chegar a uma final. A narrativa do Chelsea nesta final era acima de tudo feita de personagens muito fortes: Cech, Carvalho, Terry, Makekele, Lampard, Essien, Joe Cole, Drogba. Os “Soldados de Mourinho”, quase um “onze” completo, junto há quatro anos, bi-campeões ingleses, muitos outros títulos conquistados, mas sempre arredados do grande troféu europeu. E com a consciência geral de que esta seria provavelmente a última hipóteses de esta equipa ser campeã europeia. Por isso, quando, mais de 120 minutos passados sobre o início de um jogo electrizante, bem jogado, a um ritmo quase asfixiante, John Terry avançou, qual general confiante, para marcar o penalti decisivo, apeteceu-me tapar os olhos e não arriscar uma grande desilusão. Mas não o fiz e tive que assistir a um dos momentos mais dramáticos e tristes da minha já longa carreira de espectador de futebol: Terry, um dos últimos símbolos do amor à camisola versão futebol globalizado, escorrega e deita pela janela fora o título de campeão da Europa. Todos, menos ele! A crueldade pode não ter limite.
Desliguei a televisão mal Van Der Sar defendeu o penalti de Anelka. Nos minutos seguintes, revi mentalmente os remates ao poste e à barra de Drogba e de Lampard que podiam ter tornado tudo tão diferente. Mas principalmente, revi, vezes sem conta, a escorregadela de Terry no momento da verdade. Pus-me no seu lugar. E tive a certeza de que acabara de testemunhar o nascimento de um mito. Porque as lágrimas de Terry serão sempre muito mais “belas” para mim do que as de Cristiano. Lampard chorava por um clube. Cristiano apenas por si próprio.
João Nuno Coelho
Porto Sentido VII – “Tanto Porto!”
Quinta, Maio 8th, 2008
Da última vez que escrevi neste espaço, o Porto ainda mal se levantava do knock-out aplicado pelos alemães do Schalke 04. Foi um choque. A todos pareceu que o Porto era equipa para muito mais do que os oitavos-de-final desta Champions. Pareceu e continua a parecer, pois a cada dia que passa o mundo futebolístico nacional vai-se convencendo da grandíssima valia desta formação.
Mais de dois meses volvidos dessa queda às mãos de Neuer, o Porto já lambeu as feridas, que actualmente estão mais do que cicatrizadas. A confirmação do tri-campeonato com uma goleada de 6-0, a vitória inequívoca sobre o Benfica e a máquina trituradora que passeou classe em Guimarães vieram devolver o sorriso às faces azuis e brancas.
O tri foi óbvio. Foi a última página de uma crónica de um campeonato anunciado. Sem margens para dúvidas e contestações, o Porto mostrou ser um super-campeão. E confirmou-o frente ao rival da Luz. Os olés com que o público brindou os encarnados logo no minuto inicial, além de perfeitamente dispensáveis, só serviram para distrair os jogadores. Quando os adeptos acalmaram e se aperceberam que aquele jogo não era uma festa mas sim uma oportunidade de garantir mais três pontos, Lisandro atirou sem pedir licença para o fundo das redes de Quim. E na segunda parte repetiu o gesto, qual toureiro argentino espetando as bandarilhas no animal já moribundo.
Foi um segundo tempo brilhante do FC Porto, que encostou o seu adversário às cordas como se este não precisasse de ganhar o jogo. Além da exibição e dos festejos, o ponto alto da noite foi, quanto a mim, aquele sprint de vários metros de Lisandro que culminou com um carrinho e roubo de bola ao uruguaio Rodriguez. Eu tive a sorte de estar desse lado da bancada e de ver com os meus olhos o público a levantar-se no iniciar da corrida, a incentivar o esforço, a aplaudir a garra e o querer, a acreditar que seria mesmo possível aquele roubo de bola… até que, com um carrinho fantástico o melhor marcador deste campeonato fica com a bola para ele e entrega-a com toda a classe a um colega. O público aí já só via Lisandro López em campo, o exemplo máximo de um “jogador à Porto”.
Como nota negativa apenas aponto os tais olés e os cartazes dos Super Dragões que incluíram a fotografia de Rui Costa com um chapéu de bombo da festa, o que é manifestamente dispensável, já que estamos a falar de um dos maiores jogadores portugueses de todos os tempos e com um currículo imaculado a nível de fair-play. Rui Costa não o merecia, muito menos no seu ano de despedida dos relvados. Como Baía ou Figo, por exemplo, também não o mereceriam. São símbolos de Portugal, independentemente das suas cores de coração. E a claque, está mais que visto, não é o espelho dos adeptos portistas, porque estes já mostraram ao longo dos anos que sabem ganhar. Foi pena que Rui Costa não tivesse sido substituído no Dragão, de modo a que o povo azul-e-branco lhe pudesse prestar o merecido tributo: uma grande ovação.
A deslocação a Guimarães acabou por confirmar o que todos sabiam e não queriam ver: o Porto não faz favores a ninguém. Nem se preocupa com quem vai atrás de si. Muito atrás aliás. A vitória por 5 golos sem resposta no reduto do 2º classificado – que tinha todo o interesse em vencer para garantir o mais rápido possível a qualificação directa para a liga milionária – é demonstrativa de que nunca como este ano o 2º classificado foi tão o 1º dos últimos. Claro que esta posição do Vitória, a confirmar-se, será histórica e ficará para sempre guardada nos corações dos vimaranenses. Mas ninguém poderá esconder a quase embaraçosa vantagem de mais de 20 pontos para os rivais históricos de Lisboa.
Esta questão encerra um problema bastante mais grave do que se possa pensar. A actual má forma das águias e leões não os prejudica apenas a eles mesmos. Prejudica todo o futebol português, incluindo – por mais estranho que isto possa soar – os dragões. O campeonato português, a este ritmo, tenderá a transformar-se num feudo do FC Porto, à semelhança do que se passa em França com o Lyon, que caminha – pasmem-se! - para o heptacampeonato. Em França há o Lyon e os outros. Em Portugal arriscamo-nos a uma BWIN Liga com o Porto e os outros. E isso é prejudicial para todos. Atente-se, como exemplo, no caso do Lyon na Liga dos Campeões. Partem sempre como uma grande promessa e, mal lhes sai no sorteio uma equipa com alguns pergaminhos, ficam pelo caminho. E com o Porto, este ano, passou-se exactamente o mesmo. E a isso não é alheia a falta de competitividade do nosso campeonato, onde os jogos, mesmo com os rivais, têm pouco ritmo e intensidade.
Esta falta de competitividade interna faz com que a massa adepta do FC Porto já não se contente com o campeonato. A verdade é que estamos acostumados a ganhar. Somos uns meninos mimados, mal habituados. Daí que se tenha notado que a festa já não tem a intensidade de outras épocas. É verdade! O campeonato já não nos enche as medidas. No horizonte azul e branco a Liga dos Campeões é uma realidade.
Prematuramente eliminados da Europa do futebol e com o tri no bolso, o plantel às ordens do Professor Jesualdo Ferreira vai gerindo o seu esforço à espera da Taça de Portugal. O Porto vai gerindo e vai ganhando. E quando ganha (com brilho, diga-se!) não amealha apenas pontos, amealha também futuro. Foi isso que aconteceu em Guimarães. Enquanto uns aproveitam para descansar dos inúmeros jogos nas pernas (caso de Lucho González) e outros se mostram aos olhos das grandes equipas europeias (como Quaresma que, sem qualquer tipo de pressão nos seus ombros, abriu o livro e derramou magia no relvado do D. Afonso Henriques. Porque não jogar sempre assim, Ricardo?), Bolatti, Mariano, Stepanov, Kaz, Farías e até Lino servem-se destes encontros para se assumirem como potenciais reforços para a época 2008/2009 (e até Adriano renasceu para os golos!). A fase de adaptação foi a presente temporada, a próxima será para explodir. E todos nós portistas cada vez temos mais fé nestes jogadores, especialmente em Bolatti, Mariano e Stepanov.
O Porto de Jesualdo dirige-se, assim, em piloto automático para o Jamor. Tirando a novela em torno da cada vez menos provável renovação de Paulo Assunção (espero que a Direcção faça todos os possíveis para manter este super atleta), o Porto vive nas nuvens. E descerá à terra, se tudo correr bem, para conquistar a Taça de Portugal e assim fazer a famosa dobradinha. “Será este o Porto mais forte a nível interno dos últimos anos?”, muitos têm colocado esta questão. Da minha parte a resposta está dada: SIM.
A SEMANA
1 – Mário Jardel (em tempos o Super-Mário) regressou a Portugal depois de ter assumido que tem consumido cocaína nos últimos anos. É impossível deixarmos de sentir pena de um homem que teve Portugal a seus pés após 5 ou 6 épocas a fazer sempre mais de 30 golos e que só os seus sonhos megalómanos o fizeram chegar a este estado. A história de Jardel faz lembrar as lembranças dos nossos pais e avós acerca de determinados grandes jogadores de tempos idos que acabaram na miséria devido a álcool e mulheres. Esperemos que Jardel dê um novo rumo à sua carreira, sob pena de eu também ter que contar esta triste história aos meus filhos.
2 – Chelsea X Arsenal. Grandíssimo jogo. E suprema das ironias: Avram Grant, actual treinador do Chelsea, consegue qualificar os blues para a mais importante final a nível de clubes. Fez aquilo que José Mourinho desesperadamente tentou e não conseguiu ao serviço dos londrinos. E o israelita, que resistiu aos cânticos de come back Mourinho, às bocas dos jogadores, às críticas dos jornais e à descrença geral no futuro do clube, não só está na final da Champions League, como também disputa a Premier League taco a taco – estão em igualdade pontual - com a equipa de Sir Alex Ferguson, tida por muitos como imbatível na presente temporada. O futebol europeu transformou-se, por estes dias, numa luta entre Manchester United e Chelsea. Num duelo, quem sabe, entre Cristiano Ronaldo e Didier Drogba. Cá estaremos para ver, em Moscovo.
Rodrigo de Almada Martins
nota: o Rodrigo escreveu esta crónica antes do Porto-Nacional. A culpa foi minha que não a pude publicar mais cedo… (João Nuno Coelho)
O louco clássico da Taça: Sporting, 5 - Benfica, 3
Segunda, Abril 28th, 2008
Quadro geral comparativo duas equipas:
|
Elementos |
Sporting |
Benfica |
|
posse de bola |
68% |
32% |
|
golos |
5 |
3 |
|
remates |
18 |
7 |
|
remates na área |
11 |
6 |
|
remates no alvo |
7 |
3 |
|
remates com perigo |
8 |
4 |
|
cruzamentos |
30 |
10 |
|
cruzamentos com remate |
5 |
2 |
|
faltas cometidas |
17 |
17 |
|
cantos |
6 |
1 |
|
livres perto da área |
2 |
1 |
|
foras de jogo |
1 |
1 |
|
cartões amarelos |
3 |
5 |
|
cartões vermelhos
|
- |
- Em 26 confrontos a contar a para a Taça entre os grandes de Lisboa, o Sporting venceu 14. Nas três finais realizadas com o FC Porto, o Sporting conquistou 1.
- O Sporting continua com um bom registo caseiro na presente época e ainda não perdeu em Alvalade nas competições nacionais.
- O grande herói da vitória leonina foi Djaló (2 golos), que já leva 6 tentos apontados nos últimos 5 jogos disputados.
- Derlei voltou a marcar, depois do golo conseguido na 1.ª jornada do Campeonato, a 17 de Agosto de 2007.
- O Benfica vive momento negro, tendo sofrido 8 golos nos dois últimos encontros disputados.
- Apesar do equilíbrio registado no marcador e da emoção vivida neste jogo, números ofensivos das duas equipas dão grande superioridade ao Sporting, desde logo na posse de bola (68%, 56% ao intervalo), mas também em termos de remates (18-7), remates na área (11-6), remates no alvo (7-3), remates com perigo (8-4), cruzamentos (30-10), remates na sequência de cruzamentos (5-2), cantos (6-1).
- No entanto, o Benfica foi melhor na primeira parte e apesar da menor posse de bola rematou tanto como os leões (5 vezes), mas acertou mais vezes no alvo (2-0) e fez mais remates com perigo (3-0). Ou seja, o Benfica marcou sempre que acertou no alvo e em 2 dos seus 3 remates perigosos, enquanto o Sporting não conseguiu qualquer remate perigoso e tão pouco acertar na baliza contrária.
- A superioridade benfiquista na primeira parte assentou na liberdade concedida a Di Maria, a jogar solto na frente de ataque (1 assistência, 4 cruzamentos, 3 dos quais da esquerda) e nos passes de ruptura de Rui Costa (3 na primeira parte, de um total de 4). Nesta primeira parte a equipa do Benfica realizou 7 dos seus 8 passes de ruptura – apenas 1 na segunda parte.
- Na segunda parte, tudo mudou: os leões aumentaram ainda mais a posse de bola (68%), alargaram a frente de ataque (com Vukcevic a abrir na esquerda e Izmailov na direita), com dois avançados (Liedson e Derlei), mais Djaló nas suas costas, e os números são impressionantes: 13 remates (contra 5 da primeira parte), 7 remates no alvo (contra nenhum na primeira parte), 8 remates no alvo (contra nenhuma na primeira parte). Resultado: 5 golos em cerca de 25 minutos)
- O Sporting realizou nesta segunda parte o dobro dos cruzamentos efectuados na primeira (10+20), com o lado direito a ser mais explorado (19; 11 da esquerda), destacando-se Izmailov (3, só na segunda parte) e Abel (4). Note-se que só na segunda etapa o Sporting chegou 13 vezes à linha de fundo para cruzar (contra apenas 2 na primeira parte), sendo que também só na segunda parte conseguiu rematar na sequencia de cruzamentos (4 golos após cruzamentos).
- Acima de tudo foi um jogo em que as equipas primaram pela eficácia de remate: o Sporting com 26,3% (5 golos em 7 remates no alvo!) e o Benfica com 42,8% (3 golos em 7 remates realizados, dos quais 3 remates no alvo e 54 perigosos!).
- O Sporting conseguiu bons níveis de construção de jogo na segunda parte (8 passes de ruptura contra 4 na primeira parte), na tendência inversa do Benfica que deixou de conseguir penetrar na defensiva contraria (apenas 1 passes de ruptura na segunda etapa). Mourinho foi o mais esclarecido com 5 passes de ruptura, seguido por Izmailov (3, só na segunda parte).
- Nenhuma das equipas apresentou elevados níveis de agressividade defensiva (10 recuperações em meio-campo adversário para o Sporting e 7 para o Benfica).
- As duas equipas realizaram igual número de faltas (17) mas os benfiquistas viram mais “amarelos” (5-3), com quase todos os cartões a serem mostrados na segunda parte (8).
MELHOR EM CAMPO DO SPORTING: Djaló
- 2 golos
- total de 4 remates
- 2 cruzamentos
- 1 recuperação de bola
- 5 perdas de bola
- 1 falta cometida
- 2 faltas sofrida
- 1 cartão amarelo
MELHOR EM CAMPO DO BENFICA:
Di Maria
1 assistência
1 passe de ruptura
4 cruzamentos
1 recuperação
6 perdas de bola
nenhuma falta cometida
2 faltas sofridas
1 cartão por indisciplina
A estranha noite do Benfica no Bessa - análise estatística…
Quinta, Abril 10th, 2008
- - Foi o oitavo jogo da prova em que o Benfica ficou “a zero” sendo que em 6 dessas ocasiões o resultado final foi 0-0. Aliás o grande problema do Benfica neste campeonato têm sido os empates (12), já que conta apenas 2 derrotas (tantas como o FC Porto, que tem só 3 empates).
- - Os encarnados continuam a deter o segundo melhor ataque da prova, agora com média de 1,6 golos por jogo, assim como a segunda melhor defesa do campeonato (0,6 golos por jogo – total 16)
- - Os encarnados fizeram um dos seus melhores jogos da prova, apresentando dados ofensivos retumbantes e esmagadores: 25-14 em remates; 14-5 em remates na área, 14-6 em remates na área, 16-3 em remates perigosos, 33-13 em cruzamentos.
- - Aliás, o Benfica pulverizou nesta partida quase todos os seus “recordes” desta época: 25 remates contra 14,5 de média; 14 remates no alvo contra média de 6,3; 16 remates com perigo / 6,7 de média; 16 passes de ruptura / 11,5 de média; 33 cruzamentos / 18,4 de média; 8 remates na sequencia de cruzamentos / 3,2 de média.
- - Para estes dados impressionantes (ainda mais porque não resultaram em qualquer golo) contribuiu muito uma segunda parte fortíssima em termos ofensivos: dos 25 remates; 11 dos 14 remates no alvo; 11 dos 16 remates com perigo; 20 dos 33 cruzamentos.
- - Este encontro fez lembrar o da temporada passada também com o Boavista, mas na Luz. Os números são aliás semelhantes e estão entre os mais conseguidos da equipa benfiquista nestas duas temporadas (na altura: 23 remates, 18 no alvo e 16 perigosos) mas curiosamente as duas partidas acabaram empatadas a zero.
- - Note-se que além dos remates que foram contabilizados neste jogo por parte da equipa do Benfica – 25 – os encarnados realizaram 8 remates “bloqueados” imediatamente pela defesa do Boavista.
- - O Benfica conseguiu ainda apresentar bons níveis de construção de jogo: mais apoiado na primeira parte, com 10 dos 16 passes de ruptura efectuados (para um total de 16, bem superior à média de 11,5 nesta época, e ao nível da época transacta). Rodriguez (5), Rui Costa e Nélson (3 cada um) estiveram em destaque.
- - Na segunda parte a aposta encarnada foi mais nos cruzamentos, com a equipa a realizar 20 acções deste tipo, conseguindo ainda uma grande percentagem de jogadas à linha (9 cruzamentos na segunda parte a partir da linha ou do enfiamento da área contra 6 na primeira). Neste aspecto, foi importante a entrada de Di Maria que realizou 4 cruzamentos em 30 minutos. Nélson (6) e Rui Costa (8) foram ainda assim os que mais cruzaram, confirmando os dados que dizem que estes são os jogadores encarnados que mais cruzamentos realizaram nesta Liga.
- - O Benfica demonstrou maior capacidade de recuperações de bola em meio campo adversário na segunda parte (3+9), o que lhe permitiu “asfixiar” o adversário neste período, com destaque para as acções de Nélson e Petit (3 acções cada um).
- - O Benfica cometeu metade das faltas do Boavista (9-18) e registou-se empate em cartões amarelos (4 para cada lado), com os portuenses a jogarem com menos um elemento a partir dos 79 minutos, por expulsão de um jogador axadrezado.
- - O Boavista equilibrou na primeira parte, conseguindo 3 remates com perigo (menos dois do que o Benfica), mas na segunda parte limitou-se a defender o 0-0, não conseguindo qualquer situação de perigo.
MELHOR EM CAMPO DO BENFICA:
Rodriguez
5 remates (3 perigosos),
5 cruzamentos
5 passes de ruptura
3 perdas de bola
1 corte
1 falta cometida
1 falta sofrida
Os números do clássico
Quarta, Maro 5th, 2008

PRINCIPAIS DESTAQUES JOGO SPORTING
- O Sporting somou o terceiro empate em casa (Setúbal, Leiria e Benfica), onde ainda não perdeu.
- O Sporting voltou a ficar a “zero” em jogos de campeonato (oitava vez), sendo que até aqui todas dessas ocasiões haviam sucedido fora de Alvalade. Ou seja, em casa os leões tinham marcado sempre.
- Os leões sofreram mais um golo dentro da grande área, como 16 dos 18 sofridos até ao momento, que colocam a média de golos sofridos pelo Sporting nesta temporada no campeonato nos 0,9 por jogo (contra 0,5 na temporada passada).
- Especialmente grave é o facto de dos 18 golos concedidos, metade (9, dos quais 7 de cabeça) terem resultado de situação de bola parada, contra apenas 4 sofridos desta forma nos 30 jogos do campeonato da época passada.
- Apesar da ligeira superioridade dos leões na posse de bola (52%, com 48% ao intervalo), este foi um jogo extremamente equilibrado, como fica patente na análise dos dados ofensivos das duas equipas: o Sporting conseguiu ligeira superioridade ao nível dos remates realizados (13-12), e nos remates no alvo (6-5) e nos remates com perigo (6-5), assim como ao nível dos cruzamentos (20-15).
- Depois de uma primeira parte em que apesar de entrar bem no jogo não teve muitas situações de golo (1 para além do golo), o Sporting melhorou na segunda etapa, fase em que teve mais remates no alvo (4 contra 2 na primeira parte) e com perigo (4, contra 2 na primeira etapa) e apenas concedeu 1 remate perigoso ao seu adversário.
- Apesar disso, a equipa conseguiu um número aceitável de passes de ruptura em todo o jogo (até mais na primeira parte: 7+4), com destaque para a acção de Moutinho, que jogou mais avançado no centro do terreno (4 passes de ruptura).
- Os leões conseguiram um bom aproveitamento do jogo lateral, realizando total de 20 cruzamentos (9+11), alcançando uma boa proporção de cruzamentos a partir da linha ou do enfiamento da área (12), principalmente a partir do lado esquerdo e na primeira parte (7), fruto da exploração do isolamento de Nélson, pouco protegido pelo ala direito do Benfica. Aliás, ambas as equipas atacaram muito mais pela esquerda (na ordem dos 65% dos cruzamentos), merecendo destaque os 5 cruzamentos de Vukcevic e os 3 de Izmailov no Sporting.
- Os leões mantiveram uma relação positiva entre recuperações (47) e perdas de bola (44), sendo que a equipa continua bastante segura na circulação de bola no seu próprio meio campo (é o “grande” com melhor performance neste particular), com 5 perdas de bola deste tipo (média de 5,4 na presente temporada).
. Os sportinguistas estiveram muito bem ao nível nas recuperações em meio campo adversário (16 contra média de 12,5 na presente temporada e 13,3 na passada), superando um dos maiores problemas da equipa de Paulo Bento: a falta de agressividade defensiva. Realce para as 4 recuperações em meio campo adversário de Pereirinha, seguido de Izmailov, Moutinho e Tiuí (todos com 3 cada um).
- O Sporting realizou menos uma falta do que o Benfica (9-10), mas viu o dobro dos cartões amarelos (4-2), apesar dos encarnados terem visto um “vermelho”.
MELHOR EM CAMPO DO SPORTING:
João Moutinho
- 2 remates
- 4 passes ofensivos
- 4 perdas de bola
- 6 recuperações (3 em meio campo adversário)
- 2 cortes
- 4 cruzamentos
- nenhuma falta cometida
- 4 faltas sofridas
PRINCIPAIS DESTAQUES JOGO BENFICA
- Benfica com mais um empate: 5º empate nos últimos 7 encontros do campeonato. A equipa continua a apresentar o melhor registo do campeonato enquanto visitante: 6 vitórias, 4 empates e 1 derrota.
- Benfica marcou dentro da área, tal como em 26 dos seus 33 golos na prova. Os encarnados continuam a ser o segundo melhor ataque da prova, com média de 1,6 golos por jogo.
- Os encarnados continuam a ser a equipa com maior aproveitamento das “bolas paradas”: 14 golos marcados, desta vez a partir de um canto (2º golo deste tipo). A equipa apresenta aproveitamento na ordem de 0,7 golos na sequência de lances de bola parada por jogo, exactamente a sua média no campeonato passado. Sporting (10 golos marcados) e FC Porto (7) ficam bem atrás nestas contas.
- Também na contabilidade de golos de cabeça (este jogo teve dois) os benfiquistas lideram, com 9 golos alcançados, tantos como o Sporting, enquanto o FC Porto tem 7.
- Os benfiquistas sofreram um golo dentro da área (como todos os 12 golos concedidos até ao momento) e continuam a ser a segunda melhor defesa da prova (0,6 por jogo, contra 0,7 na época transacta).
- Nesta partida, registam-se dados estatísticos muito semelhantes entre as duas equipas. Grande equilíbrio na posse de bola (48% para o Benfica, mas os encarnados terminaram a primeira parte com 52%), número semelhante de remates (15-12 favorável aos leões), de remates no alvo (6-5) e perigosos (também 6-5), e de cruzamentos (20-15). Apenas nos remates realizados dentro da grande área adversária o Sporting foi claramente superior (8-2).
- Os encarnados nem remataram muito (12 tentativas), mas fizeram-no com bastante perigo (5 remates), muitas vezes de fora da área, com destaque para Cardozo, Rui Costa e Rodriguez. Mas mais uma vez o jogo ofensivo dos encarnados viveu muito dos remates de fora da área e das situações de bola parada (4 cantos e 5 livres perto da área) para criar perigo, já que em termos de construção de jogo a equipa apresentou um futebol pouco esclarecido, como fica bem patente nos apenas 2 passes de ruptura realizados (1+1), um mínimo absoluto da equipa no campeonato (média de 12 por jogo).
- As águias tiveram uma primeira parte mais conseguida, com mais remates (8+4), mais remates no alvo (5+0) e mis remates perigosos (4+1). Como se vê, na segunda parte a equipa encarnada não chegou a acertar no alvo e só conseguiu um remate perigoso. Para esta situação terá também contribuído a expulsão de Néloson, naturalmente.
- Os encarnados viram também diminuir substancialmente o número de cruzamentos efectuados (9+6) no segundo período, sendo que preferiram sempre o lado esquerdo para cruzar (12 cruzamentos da esquerda contra 3 da direita), com Rodriguez (3) e Di Maria (3) a apenas cruzarem do lado esquerdo, provando que se dão melhor quando actuam por este flanco. Os dois futebolistas, embora joguem muitas vezes no corredor direito, têm ambos mais de 70% de cruzamentos a partir do flanco direito no campeonato)
- A equipa do Benfica desfrutou de muitos livres perto da área (total de 5 em todo o jogo), criando muito perigo nestas jogadas, nomeadamente a partir dos cruzamentos de Rui Costa.
- O Benfica continua a demonstrar equilíbrio entre perdas e recuperações de bola (42 de cada neste jogo), mas demonstrou menos capacidade de recuperações de bola em meio campo adversário do que habitual (9, para 14,3 de média no campeonato), com Binya a confirmar mais uma vez a sua grande capacidade de recuperação de bola (13; 4 em meio campo adversário), mas não teve um parceiro à altura em Maxi Pereira (apenas 3 recuperações).
- A equipa esteve bastante mal ao nível controle da posse de bola no seu próprio meio-campo (14 perdas de bola nesta zona, contra média no campeonato de 6,9), provocando muita instabilidade nas transições.
- Este foi um jogo com poucas faltas (19, divididas quase igualmente pelas duas equipas, 10 para o Benfica, 9 para o Sporting). No entanto, o jogo teve bastantes cartões amarelos (6, 2 para o Benfica) e 1 vermelho para os encarnados, tudo na segunda parte.
MELHOR EM CAMPO DO BENFICA:
Quim
– - 10 defesas efectuadas
– - 4 defesas a evitar situação de golo
ESTATÍSTICA DOS MÉDIOS DOS 3 GRANDES
Tera, Fevereiro 26th, 2008Roberto (Leixões) - golos que valem vitórias
Sexta, Fevereiro 1st, 2008ROBERTO - AVANÇADO
Nome: Roberto Alcântara Ballesteros
Data Nascimento: 25-06-1977 (30 anos)
Nacionalidade Brasileira
Naturalidade: Osasco (São Paulo)
Época Clube Jogos Golos
1997 Volta Redonda
1998 Volta Redonda
1999 CA Juventude
2000 Volta Redonda
2001 VN Goiás
2002 VN Goiás
2002/03 Penafiel 7 3
2003/04 Penafiel 33 20
2004/05 Penafiel 31 10
2005/06 Penafiel 21 3
2006/07 Leixões 33 18
2007/08 Leixões 18 6 (Até 17ª Jornada)
- Em 51 jogos, soma 4288 minutos ao serviço do Leixões e marcou 24 golos, distribuídos pelas competições oficiais (Liga Vitalis, 17; Taça Portugal, 3; Taça da Liga, 1; BWin Liga, 3)
- O dado mais relevante é que sempre que marca, desde que chegou ao clube de Matosinhos, o Leixões não perde. Foi assim em 20 partidas, nas quais 19 deram vitória e apenas um empate. Foi na Liga Vitalis 2006/2007, 17ª Jornada, em Santa Maria da Feira, diante o Feirense, marcou golo do empate no último minuto do jogo).
- Apenas não utilizou o pé esquerdo para facturar. Tem 15 golos de pé direito e marcou por 9 vezes de cabeça.
- Na época transacta conseguiu ainda fazer quatro assistências para golo.
- Ganhou o título de melhor marcador da Liga Vitalis 2006/2007, com 17 tentos. Alm de ter sido campeão da mesma competição pelo Leixões Sport Club.
- Nesta época, 2007/2008, é ainda mais preponderante,
O Leixões venceu 6 partidas nas competições oficiais (Taça da Liga: Varzim; Taça Portugal: Torrense e Anadia; BWin Liga: Braga, Leiria e Paços Ferreira).
Roberto marcou seis golos, um em cada vitória da sua equipa.
- Ou seja, sempre que Roberto marcou o Leixões venceu. Marcou ainda o golo da vitória diante Anadia, 1-0, (Taça de Portugal) e Paços de Ferreira, 1-0, (BWin Liga)
TODOS AS PARTIDAS:
Liga Vitalis 2006/2007
1ª Jornada - 23 Dezembro
Leixões – Gil Vicente, 2-1
2ª Jornada - 12 Setembro
Santa Clara – Leixões, 0-2
3ª Jornada – 17 de Setembro
Portimonense – Leixões, 1-4 : (Marcou:1-1 (gp. pé direito); 1-3 (pé direito); 1-4 (Pé direito)
4ª Jornada – 24 de Setembro
Leixões – Feirense, 1-1
5ª Jornada – 1 de Outubro
Estoril – Leixões, 1-0
6ª Jornada – 15 de Outubro
Leixões – Trofense, 1-0: (Marcou o golo pé direito)
7ª Jornada – 22 de Outubro
Rio Ave – Leixões, 1-2: (Marcou: 1-1 (cabeça); 1-2 (pé direito)
8ª Jornada – 29 de Outubro
Leixões – Guimarães, 0-2
9ª Jornada – 5 de Novembro
Gondomar – Leixões, 1-2: (Marcou o 0-1, pé direito)
10ªJornada – 19 de Novembro
Leixões – Olhanense, 0-1
11ª Jornada – 26 de Novembro
Vizela – Leixões, 2-3: (Marcou o 1-1, cabeça)
12ª Jornada – 3 de Dezembro
Leixões – Varzim, 4-0: Marcou: 2-0, calcanhar pé direito; 3-0, cabeça
13ª Jornada – 10 de Dezembro
Penafiel – Leixões, 3-0
14ª Jornada – 17 de Dezembro
Leixões – Olivais, 4-0: Marcou o 2-0, pé direito
15ª Jornada – 14 de Janeiro
Chaves – Leixões, 0-1: Marcou, pé direito
16ª Jornada – 28 de Janeiro
Gil Vicente – Leixões, 1-0
17ª Jornada – 4 de Fevereiro
Leixões – Santa Clara, 3-1
18ª Jornada – 18 Fevereiro
Leixões – Portimonense, 0-0
19ª Jornada – 25 Fevereiro
Feirense – Leixões, 1-1: Marcou 1-1, de cabeça
20ª Jornada – 4 de Março
Leixões – Estoril, 1-0
21ª Jornada – 11 de Março
Trofense – Leixões, 1-0
22ª Jornada – 18 de Março
Leixões – Rio Ave, 0-0
23ª Jornada – 30 Março
Guimarães – Leixões, 0-0
24ª Jornada – 7 Abril
Leixões – Gondomar, 2-0: Marcou, 2-0, pé direito
25ª Jornada – 15 Abril
Olhanense – Leixões, 1-2
26ª Jornada – 22 Abril
Leixões – Vizela, 2-0
27ª Jornada – 29 Abril
Varzim – Leixões, 1-1
28ª Jornada – 6 de Maio
Leixões – Penafiel, 2-0: (Marcou o 1-0, pé direito)
29ª Jornada – 13 de Maio
Olivais Moscavide – Leixões, 1-2: (Marcou o 1-2, pé direito)
30ª Jornada – 20 de Maio
Leixões – Chaves, 3-0: (Marcou o 1-0, pé direito)
Taça de Portugal 2006/2007
3ª elimina. - 11 Novembro
Leixões – Ribeirão, 1-0
4ª elimina. – 7 Janeiro
Leixões – Famalicão, 2-1: Marcou o 2-1, cabeça
5ª elimina. – 21 Janeiro
Leixões – Académica, 1-2
Taça da Liga 2007/2008
2ª Elimina. 12 de Agosto,
Varzim – Leixões, 0-4 (Marcou o 0-4, pé direito)
BWin Liga 2007/2008
1ª Jornada – 18 Agosto
Leixões – Benfica, 1-1
2ª Jornada – 26 Agosto
Paços Ferreira – Leixões, 1-1
3ª Jornada – 31 Agosto
Leixões – Guimarães, 2-2
4ª Jornada – 15 Setembro
Boavista – Leixões, 0-0
5ª Jornada – 23 Setembro
Leixões – Nacional, 1-1
Taça da Liga 2007/2008
3ª elimina. – 26 Setembro
Leixões – Leiria, 0-2
BWin Liga 2007/2008
6ª Jornada – 1 Outubro
Académica – Leixões, 1-1
7ª Jornada – 7 Outubro
Leixões – Naval, 0-1
8ª Jornada – 29 Outubro
Porto – Leixões, 3-0
9ª Jornada – 3 de Novembro
Leixões – Braga, 3-0: (Marcou o 1-0, cabeça)
10ª Jornada – 9 Novembro
Belenenses – Leixões, 1-1
11ª Jornada – 24 Novembro
Leixões – Sporting, 1-1
12ª Jornada – 2 Dezembro
Estrela Amadora – Leixões, 2-0
Taça de Portugal 2007/2008
3ª Elimina. – 8 de Dezembro
Leixões – Torreense, 4-0 : (Marcou o 3-0, pé direito)
BWin Liga 2007/2008
13ª Jornada – 16 de Dezembro
Leixões – Leiria, 2-1: (Marcou o 1-0, cabeça)
14ª Jornada – 23 Dezembro
Leixões – Setúbal, 1-1
15ª Jornada – 6 Janeiro
Marítimo – Leixões, 2-1
16ª Jornada – 12 Janeiro
Benfica – Leixões, 0-0
Taça de Portugal 2007/2008
4ª Elimina. – 20 de Janeiro
Leixões – Anadia, 1-0: (Marcou o golo, cabeça)
BWin Liga 2007/2008
17ª Jornada – 27 de Janeiro
Leixões – Paços de Ferreira, 1-0: (Marcou o golo, cabeça)
Uma análise de: BRUNO LEITE
NOVO ESPAÇO DE OPINIÃO NO FOOTBALL IDEAS
Tera, Janeiro 29th, 2008A partir de hoje o blog da FOOTBALL IDEAS orgulha-se de apresentar um novo espaço de opinião, com a participação de três apaixonados do futebol, que demonstram grande capacidade de pensar e escrever sobre o fenómeno.Cada um deles vai “representar” o seu clube - Francisco Pinheiro (Sporting), Rodrigo de Almada Martins (FC Porto) e Nuno Vitória (Benfica) - transmitindo as suas reflexões e emoções a propósito das peripécias do futebol e da sua equipa.Aos três agradecemos a disponibilidade e o entusiasmo por este projecto!




