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Archive for the ‘História do Futebol’ Category

Equipas de Sonho III - SPORTING

Tera, Fevereiro 12th, 2008

 tifoscpslb05063pa1.jpg            Tal como já fizémos para Benfica e FC Porto aqui deixámos uma possível selecção dos melhores jogadores de sempre do Sporting, num exercício muito arriscado, autenticamente “sem rede”, até porque nos baseamos no que vemos mas também no que lemos em jornais e livros. Mas, valendo o que vale, é sempre fascinante fazer estes “all star”. Vamos a isso.   Na baliza, a luta foi tenaz, já que os Leões sempre foram conhecidos por “produzirem” grandes guarda-redes. Mas ainda assim Carlos Gomes levou melhor sobre Azevedo e Damas (com o segundo a ocupar o banco). Na linha defensiva, o lateral direito Morais (o do canto directo que deu uma Taça das Taças), faz companhia a Eurico (que jogou nos três “grandes”), Jorge Vieira (um dos primeiros símbolos do clube) e Hilário (”Magriço” de luxo). No centro do meio campo, mais dois grandes jogadores dos anos sessenta, Fernando Peres e Fernando Mendes, acompanhados por dois desequilibradores que fariam as delícias de qualquer treinador: Luís Figo e  Travassos. Finalmente, o ataque fica a cargo de dois goleadores que muito bem se complementariam: o poderoso Peyroteo (o jogador com melhor média de golos por jogo do futebol português) e o “felino” Jordão. GR: Carlos Gomes (50’s)Defesas: Morais (60’s), Eurico (70’s), Jorge Vieira (10’s/20’s) e Hilário (60’s)Médios: Fernando Peres (60’s), Fernando Mendes (60’s); Figo (90’s/00’s) e Travassos (50’s)Avançados: Peyroteo (40’s) e Jordão (70’s/80’s)   Suplentes: Damas (70’s/80’s); Manuel Passos (40’s), Pedro Piresa (20’s) Adolfo Mourão (30’s), Yazalde (70’s), Manuel Fernandes (70’s/80’s), Jesus Correia (50’s) 

Equipas de sonho II - Benfica

Quarta, Outubro 31st, 2007

benfica_1961.jpgTal como fizemos em relação ao FC Porto, aqui fica uma (discutível, claro) sugestão de equipa de sonho do Benfica. Para esta selecção baseio-me no artigo “Os Guerreiros Portugueses” do livro “Futebol Total” (ed. Afrontamento, 2004), de Nick Holt e Guy Loyd (e que tive o prazer de traduzir para português, juntamente com Francisco Pinheiro), sendo que a escolha final dos jogadores é da minha responsabilidade.A Equipa de Sonho do Benfica”Não é surpreendente que esta Equipa de Sonho seja dominado pela formação dos anos 1960. Esta foi uma das equipas da década na Europa, quebrando o domínio europeu do Real Madrid em 1961, e jogando ainda outras quatro finais, perdendo a última delas com o Manchester United, em 1968. Coluna, Eusébio e Torres foram todos lendas do futebol luso. O guarda-redes Costa Pereira era ágil e pleno de reflexos e o central Germano uma verdadeira rocha numa defesa em geral apenas mediana. e António Simões competia em classe com o seu adversário da final da Taça dos Campeões Europeus de 1968, George Best.A geração seguinte do Benfica continuou a dominar a nível doméstico, mas foi menos brilhante na Europa, apesar de atingir diversas vezes as últimas eliminatórias da Taça dos Campeões. Humberto Coelho, sucessor de Germano na tentativa de dar consistência a linhas defensivas nem sempre muito seguras; Nené, verdadeiro herói do Benfica pelo qual jogou mais de 400 jogos de campeonato.(…)O Benfica voltaria a finais da Taça dos Campeões, em 1988 e 1990 (embora perdendo ambas) (…) com o FC Porto a tomar o lugar de maior destaque no futebol luso. Rui Costa, que emergiu no clube no início dos anos 1990, é o único seleccionado desta era mais recente. O título conquistado pelo Benfica em 2005 foi recebido com grande alívio por todos os adeptos do clube, após 10 anos de inédita abstinência.Notas:1- O treinador húngaro Bela Guttman venceu campeonatos na Holanda (Enschede), Itália (AC Milan), Uruguai (Peñarol) e Brazil (São Paulo), assim como em Portugal, com títulos nacionais alcançados no FC Porto e Benfica.2- A equipa que seleccionamos é extremamente ofensiva, o que se adequa à cultura do clube. No nosso meio-campo, todos são jogadores ofensivos, embora Coluna fosse muito forte a defender.3- Entre os dois, José Águas e Eusébio marcaram mais de 600 golos para o clube, o que só por si tornaria indiscutível a sua escolha para esta equipa.4- A carreira do guarda-redes Bento terminou num bizarro acidente durante um treino da Selecção portuguesa na fase final do Mundial-86. Enquanto jogava como avançado-centro, Bento fracturou uma perna.”Treinador: Bela Guttman (60s)3-4-3GR: Bento (80s)Defesas: Humberto Coelho (70s/80s), Germano (60s), Cavém (60’s)Médios: José Augusto (60s), Mário Coluna (60s), Rui Costa (90/00s), Antonio Simões (60s)Avançados: Nené (70/80’s), José Águas (50s/60s), Eusébio (60s/70’s)Subs: Costa Pereira (G) (60s) Francisco Ferreira (D) (40’s) João V. Pinto (M) (90s) Arsénio (A) (50s) José Torres (A) (60s) Simão (A) (00’s)João Nuno Coelho

Homenagem a BARRIGANA

Segunda, Outubro 1st, 2007

Frederico Barrigana, em primeiro plano

Faleceu hoje, aos 85 anos, mais um mito do futebol português: o “Mãos de Ferro” Barrigana.

Mesmo sem ter sido campeão nacional pelo seu FC Porto, Frederico Barrigana foi um grande do nosso futebol. E, hoje, mesmo para aqueles que não sabem bem quem foi este magnífico guarda-redes, o nome soa a familiar, soa bem.

É desta massa que são feitas as lendas.

Agradecendo aos respectivos autores, recorremos às páginas de “A PAIXÃO DO POVO - A HISTÓRIA DO FUTEBOL EM PORTUGAL” (de João Nuno Coelho e Francisco Pinheiro) para apresentarmos a biografia de Frederico Barrigana.

LER A BIOGRAFIA

“Jogaços”

Tera, Setembro 11th, 2007

Continuamos à pesca na memória futebolística e contamos com a sua participação activa, tão pessoal é o exercício de hoje: recordar os mais belos jogos de futebol. Naturalmente, quando se classifica um jogo como sendo um dos melhores que já se viu, não estamos apenas a falar de jogos com muitos golos, nem nos ficamos por questões afectivas, emotivas, estéticas ou puramente técnicas. No fundo, estamos a falar de tudo isto misturado, numa simbiose que nem se preocupa muito com os seus próprios critérios. É algo que se sente (na altura) ficando a memória/emoção dessa sensação. Tem se calhar a ver com um carácter único e irrepetível (sempre subjectivo claro) de qualquer coisa de épico, mítico, trancendente.Apresentados por ordem cronológica, seleccionei os seguintes 10 jogos, embora pudessem ser muitos mais:- 1982: Itália, 3 - Brasil, 2 (Campeonato do Mundo de Espanha)- 1982: Alemanha, 3 - França, 3 ( ” ” ” )- 1984: França, 3 - Portugal, 2 (Euro-84)- 1986: Bélgica, 4 - URSS, 3 (Campeonato do Mundo do México)- 1994: Leverkusen, 4 - Benfica, 4 (Taça das Taças)- 1997: Barcelona,5 - Atlético de Madrid, 4 (Campeonato espanhol)- 1999: Juventus, 2 - Manchester United, 3 (Liga dos Campeões)- 2000: Portugal, 3 - Inglaterra, 2 (Euro-2000)- 2001: Liverpool, 5 - Alavés, 4 (Final Taça UEFA)- 2003: Porto, 3 - Celtic, 2 (Final Taça UEFA)

Equipas de sonho I - FC PORTO

Tera, Setembro 4th, 2007

Como o futebol não vive só do presente, aqui fica um exercício de memória.UMA EQUIPA DE SONHO DO FC PORTOTendo em conta que apenas se usam quatro defesas desde os anos 60, escolhi um sistema com apenas três homens recuados. Esta é claro uma equipa de ataque, mas assim dá mais gozo…Como guarda-redes, Vítor Balizas, quero dizer, Vítor Baía, um dos maiores símbolos de sempre do clube, jogador mais titulado (a nível de clubes) do Mundo. Na linha defensiva, o “capitão” João Pinto, imagem de marca da mística guerreira do clube, a par do também campeão europeu e seu sucessor, Jorge Costa. A completar o trio, uma referência de profissionalismo, entrega ao clube e subtileza na função defensiva, Aloísio.O meio campo tem como “trinco” o todo-o-terreno André, campeão europeu em 1987, capaz de suster o ímpeto de qualquer adversário e ainda ir à frente, atacar e marcar golos. Para funções mais ofensivas os médios de ataque Deco e Hernâni, construtores e pensadores de jogo de tipo distinto mas igualmente exímios e inesquecíveis.O ataque é verdadeiramente avassalador, mistura de velocidade estonteante e técnica sublime: na direita, Madjer, “O Artista”, um dos melhores jogadores africanos de sempre; na esquerda, o supersónico Paulo Futre, e no meio uma dupla que, junta, faria golos incontáveis: Pinga, que os seus contemporâneos consideraram o melhor jogador português antes do surgimento de Eusébio e o “Bi-Bota de Ouro” (duas vezes melhor marcador europeu) Fernando Gomes. Que “onze de sonho, com oito campeões da Europa e três outros jogadores que bem o mereciam ter sido (apesar de todos terem, pelo menos, o estatuto de bi-campeões nacionais).Os suplentes:Siska, guarda-redes húngaro (naturalizado português), tão dotado que era conhecido por “O Meia-Equipa”, fica no banco (lugar que conheceu bem, já que seria um dos três treinadores na história do clube que conquistou títulos enquanto jogador e treinador do clube, juntamente com José Maria Pedroto e outro seleccionado, António Oliveira).Três defesas suplentes, a pedirem meças aos titulares: Ricardo Carvalho, Fernando Couto e o pontapé canhão Branco.Mais dois génios da bola para reforçar o meio campo: outro rematador mítico, Araújo, o “fura redes”, e o imprevisível António Oliveira.Se fosse necessário assegurar mais velocidade no ataque, temos o extremo direito Valdemar Mota; e para garantir golos sem conta, entra Jardel.O onze de sempre:Guarda-redes: Vítor Baía (90 e 00’s)Defesas: João Pinto(80,90) Jorge Costa(90e00) Aloísio(90’s)Trinco: André (80 e 90’s)Médios centro: Deco (00’s) Hernâni (50’s)Médio Ofensivo/ Segundo Ponta de Lança: Pinga (30 e 40’s)Avançados: Madjer (80’s) Gomes (70 e 80’s) Futre (80’s)Suplentes:Siska (20’s); Branco (90’s), Ricardo Carvalho (00’s), Fernando Couto (90’s), Araújo (40 e 50’s), Oliveira (70’s), Valdemar Mota (30 e 40’s), Jardel (90’s) e CUBILLAS (70’s), a pedido de várias famílias…:-)…Ass: João Nuno Coelho