Archive for the ‘Liga Bwin 2007/08’ Category

O primeiro balanço do campeonato: 6 ideias sobre a I Liga 2007/08

Quarta, Maio 14th, 2008

589_1.JPG

1)  Para lá dos diferentes discursos justificativos dos diversos intervenientes, há um ponto em que podemos ser objectivos, avaliando o cumprimento ou não das principais metas anunciados por cada clube no início do campeonato. Assim temos:

. Clubes que cumpriram principais objectivos propostos: FC Porto (campeão); Marítimo (UEFA), Nacional, Naval, Académica, E. Amadora, Leixões (manutenção)

. Clubes que não cumpriram principais objectivos propostos: Sporting e Benfica (não foram campeões e no caso dos encarnados não chegaram á Liga dos Campeões), Sp. Braga, Belenenses e Boavista (falharam a “Europa”), Paços de Ferreira e U. Leiria (desceram de divisão).

. Finalmente, clubes que ultrapassaram os objectivos propostos: Vitória de Guimarães (apuramento para a Liga dos Campeões); Vitória de Setúbal (6º lugar que daria apuramento para a Intertoto, não fosse a qualificação dos sadinos para a UEFA, por via da Taça da Liga)

 

2) O FC Porto teve uma superioridade esmagadora sobre os seus adversários: terminou com 20 pontos de avanço sobre o segundo classificado, o que constituiu novo recorde de diferença entre 1º e 2º em mais de 70 anos de história do campeonato (embora a segunda melhor marca, a do Benfica de 72/73 tenha sido obtida numa altura em que as vitórias contavam apenas 2 pontos). Apesar disso o FC Porto marcou menos golos do que época passada (60 para 65), realizou menos remates, menos remates no alvo e menos remates perigosos. Mas se em termos ofensivos este FC Porto foi inferior ao da época passada, defensivamente superou-se, sofrendo menos 7 golos (13 para 20), concedendo menos remates, menos remates no alvo e com perigo.

 

3. Relativamente aos seus 2 adversários tradicionais a superioridade do FC Porto não foi justificada pelo maior volume de jogo ofensivo: embora seja o que mais marca e o que mais remata, é o que menos remates perigosos efectua – ou seja, saber aproveitar as oportunidades de golo é fundamental. Também ao nível dos cruzamentos não existem grandes diferenças entre os “grandes” (com o Sporting à cabeça, apesar de jogar em 4×4x2…), o mesmo acontecendo nos passes de ruptura (o Benfica tem mais passes deste tipo, em grande parte devido a Rui Costa). Mesmo em termos de aproveitamento das bolas paradas, um factor considerado fundamental no futebol moderno, o FC Porto é dos três o que menos tentos consegue, com o Benfica a repetir a liderança do ano passado, embora com o Sporting por perto).

 

4. Perante este cenário, podemos dizer que o FC Porto começou a ganhar a prova graças à sua performance defensiva. O FC Porto sofreu cerca de metade dos golos concedidos pela segunda melhor defesa do campeonato (a do Benfica) e permitiu muito menos remates perigosos do que os seus oponentes. Esta consistência defensiva é ainda complementada por uma característica fundamental do jogo portista, directamente relacionada com a transição entre o momento defensivo e o processo ofensivo: a capacidade de pressionar alto e recuperar muitas bolas em meio-campo adversário (quase 17 por jogo, contra 12 do Sporting e 13 do Benfica). É esta característica que permite as famosas transições rápidas que tanta diferença fazem…

 

5. Falta ter em conta uma dimensão fundamental do jogo: a performance individual dos jogadores. O FC Porto coloca pelo menos 6 dos seus atletas entre a melhor dúzia de futebolistas dos “grandes” do presente campeonato: Lisandro Lopez, melhor marcador da Liga, com uma media perto de um golo em cada três remates; Lucho Gonzalez, o jogador mais completo a actuar em Portugal; Ricardo Quaresma, o maior desequilibrador do campeonato; Paulo Assunção, o pêndulo do futebol portista; Bruno Alves, o melhor defesa central da prova; Bosingwa, o melhor lateral. A eles juntam-se Quim (Benfica), Polga (Sporting), Léo (Benfica), Moutinho (Sporting), Rui Costa (Benfica).

 

6. A grande revelação da prova foi o Vitória minhoto, que vindo da II Liga conseguiu a proeza do apuramento para a Champions (última pré-eliminatória): ainda para mais os vimaranenses não dispunham de um plantel recheado de grandes jogadores, valendo-se antes de uma atitude competitiva muito desenvolvida. Note-se que até ao ultimo jogo da prova, tinham uma diferença de golos igual a zero (31 marcados para 31 sofridos), e só por duas vezes ganharam um jogo por diferença superior a 1 golo (4-1 na Naval e 4-0 na última jornada ao E. Amadora). No fim da prova, o Vitória foi apenas o sexto melhor ataque do campeonato, sendo também a sexta melhor defesa, baseando o terceiro lugar no comportamento “em casa”, com 11 vitórias, 2 empates e 3 derrotas (apenas 4 vitórias “fora”), em que superou claramente o 4º classificado Benfica (apenas 7 vitórias em casa).

 

 

Quadro 1 - dados colectivos ofensivos (números médios por jogo)

 

 

FC Porto

Sporting

Benfica

 

 

 

 

Golos

2

1,5

1,5

Golos obtidos na sequência de bolas paradas

0,4

0,6

0,7

Remates

15,8

14,5

14,3

Remates perigosos

5,5

7,2

6,5

Cruzamentos

18,7

19,2

18,6

Passes de ruptura

11,1

8,3

11,5

 

 

 

 

 

Quadro 2 - Dados colectivos defensivos (números médios por jogo)

 

 

FC Porto

Sporting

Benfica

 

 

 

 

Golos Sofridos

0,4

0,9

0,7

 Remates concedidos

10,6

11

10,9

Remates perigosos  concedidos

2,4

4,9

4,3

Recuperações em meio-campo adversário

16,4

11,9

13,2

 

Os números do clássico

Quarta, Maro 5th, 2008

 scp-slb-j.jpg

 

PRINCIPAIS DESTAQUES JOGO SPORTING

 

- O Sporting somou o terceiro empate em casa (Setúbal, Leiria e Benfica), onde ainda não perdeu.

- O Sporting voltou a ficar a “zero” em jogos de campeonato (oitava vez), sendo que até aqui todas  dessas ocasiões haviam sucedido fora de Alvalade. Ou seja, em casa os leões tinham marcado sempre.

- Os leões sofreram mais um golo dentro da grande área, como 16 dos 18 sofridos até ao momento, que colocam a média de golos sofridos pelo Sporting nesta temporada no campeonato nos 0,9 por jogo (contra 0,5 na temporada passada).

- Especialmente grave é o facto de dos 18 golos concedidos, metade (9, dos quais 7 de cabeça) terem resultado de situação de bola parada, contra apenas 4 sofridos desta forma nos 30 jogos do campeonato da época passada. 

- Apesar da ligeira superioridade dos leões na posse de bola (52%, com 48% ao intervalo), este foi um jogo extremamente equilibrado, como fica patente na análise dos dados ofensivos das duas equipas: o Sporting conseguiu ligeira superioridade ao nível dos remates realizados (13-12),  e nos remates no alvo (6-5) e nos remates com perigo (6-5), assim como ao nível dos cruzamentos (20-15).

- Depois de uma primeira parte em que apesar de entrar bem no jogo não teve  muitas situações de golo (1 para além do golo), o Sporting melhorou na segunda etapa, fase em que teve mais remates no alvo (4 contra 2 na primeira parte) e com perigo (4, contra 2 na primeira etapa) e apenas concedeu 1 remate perigoso ao seu adversário.

 - Apesar disso, a equipa conseguiu um número aceitável de passes de ruptura em todo o jogo (até mais na primeira parte: 7+4), com destaque para a acção de Moutinho, que jogou mais avançado no centro do terreno (4 passes de ruptura).

- Os leões conseguiram um bom aproveitamento do jogo lateral, realizando total de 20 cruzamentos (9+11), alcançando uma boa proporção de cruzamentos a partir da linha ou do enfiamento da área (12), principalmente a partir do lado esquerdo e na primeira parte (7), fruto da exploração do isolamento de Nélson, pouco protegido pelo ala direito do Benfica. Aliás, ambas as equipas atacaram muito mais pela esquerda (na ordem dos 65% dos cruzamentos), merecendo destaque os 5 cruzamentos de Vukcevic e os 3 de Izmailov no Sporting.

- Os leões mantiveram uma relação positiva entre recuperações (47) e perdas de bola (44), sendo que a equipa continua bastante segura na circulação de bola no seu próprio meio campo (é o “grande” com melhor performance neste particular), com 5 perdas de bola deste tipo (média de 5,4 na presente temporada).

. Os sportinguistas estiveram muito bem ao nível nas recuperações em meio campo adversário (16 contra média de 12,5 na presente temporada e 13,3 na passada), superando um dos maiores problemas da equipa de Paulo Bento: a falta de agressividade defensiva. Realce para as 4 recuperações em meio campo adversário de Pereirinha, seguido de Izmailov, Moutinho e Tiuí (todos com 3 cada um).

- O Sporting realizou menos uma falta do que o Benfica (9-10), mas viu o dobro dos cartões amarelos (4-2), apesar dos encarnados terem visto um “vermelho”. 

 

MELHOR EM CAMPO DO SPORTING:

João Moutinho

- 2 remates

- 4 passes ofensivos

- 4 perdas de bola

- 6 recuperações (3 em meio campo adversário)

- 2 cortes

- 4 cruzamentos

- nenhuma falta cometida

- 4 faltas sofridas

 

 

                 PRINCIPAIS DESTAQUES JOGO BENFICA

 

- Benfica com mais um empate: 5º empate nos últimos 7 encontros do campeonato. A equipa continua a apresentar o melhor registo do campeonato enquanto visitante: 6 vitórias, 4 empates e 1 derrota.

 

 - Benfica marcou dentro da área, tal como em 26 dos seus 33 golos na prova. Os encarnados continuam a ser o segundo melhor ataque da prova, com média de 1,6 golos por jogo. 

 

- Os encarnados continuam a ser a equipa com maior aproveitamento das “bolas paradas”: 14 golos marcados, desta vez a partir de um canto (2º golo deste tipo). A equipa apresenta aproveitamento na ordem de 0,7 golos na sequência de lances de bola parada por jogo, exactamente a sua média no campeonato passado. Sporting (10 golos marcados) e FC Porto (7) ficam bem atrás nestas contas.

 

- Também na contabilidade de golos de cabeça (este jogo teve dois) os benfiquistas lideram, com 9 golos alcançados, tantos como o Sporting, enquanto o FC Porto tem 7.

 

- Os benfiquistas sofreram um golo dentro da área (como todos os 12 golos concedidos até ao momento) e continuam a ser a segunda melhor defesa da prova (0,6 por jogo, contra 0,7 na época transacta).

 

- Nesta partida, registam-se dados estatísticos muito semelhantes entre as duas equipas. Grande equilíbrio na posse de bola (48% para o Benfica, mas os encarnados terminaram a primeira parte com 52%), número semelhante de remates (15-12 favorável aos leões), de remates no alvo (6-5) e perigosos (também 6-5), e de cruzamentos (20-15). Apenas nos remates realizados dentro da grande área adversária o Sporting foi claramente superior (8-2).

 

- Os encarnados nem remataram muito (12 tentativas), mas fizeram-no com bastante perigo (5 remates), muitas vezes de fora da área, com destaque para Cardozo, Rui Costa e Rodriguez. Mas mais uma vez o jogo ofensivo dos encarnados viveu muito dos remates de fora da área e das situações de bola parada (4 cantos e 5 livres perto da área) para criar perigo, já que em termos de construção de jogo a equipa apresentou um futebol pouco esclarecido, como fica bem patente nos apenas 2 passes de ruptura realizados (1+1), um mínimo absoluto da equipa no campeonato (média de 12 por jogo).

 

- As águias tiveram uma primeira parte mais conseguida, com mais remates (8+4), mais remates no alvo (5+0) e mis remates perigosos (4+1). Como se vê, na segunda parte a equipa encarnada não chegou a acertar no alvo e só conseguiu um remate perigoso. Para esta situação terá também contribuído a expulsão de Néloson, naturalmente.

 

- Os encarnados viram também diminuir substancialmente o número de cruzamentos efectuados (9+6) no segundo período, sendo que preferiram sempre o lado esquerdo para cruzar (12 cruzamentos da esquerda contra 3 da direita), com Rodriguez (3) e Di Maria (3) a apenas cruzarem do lado esquerdo, provando que se dão melhor quando actuam por este flanco. Os dois futebolistas, embora joguem muitas vezes no corredor direito, têm ambos mais de 70% de cruzamentos a partir do flanco direito no campeonato)

 

- A equipa do Benfica desfrutou de muitos livres perto da área (total de 5 em todo o jogo), criando muito perigo nestas jogadas, nomeadamente a partir dos cruzamentos de Rui Costa.

 

- O Benfica continua a demonstrar equilíbrio entre perdas e recuperações de bola (42 de cada neste jogo), mas demonstrou menos capacidade de recuperações de bola em meio campo adversário do que habitual (9, para 14,3 de média no campeonato), com Binya a confirmar mais uma vez a sua grande capacidade de recuperação de bola (13; 4 em meio campo adversário), mas não teve um parceiro à altura em Maxi Pereira (apenas 3 recuperações).

 

- A equipa esteve bastante mal ao nível controle da posse de bola no seu próprio meio-campo (14 perdas de bola nesta zona, contra média no campeonato de 6,9), provocando muita instabilidade nas transições.

 

- Este foi um jogo com poucas faltas (19, divididas quase igualmente pelas duas equipas, 10 para o Benfica, 9 para o Sporting). No entanto, o jogo teve bastantes cartões amarelos (6, 2 para o Benfica) e 1 vermelho para os encarnados, tudo na segunda parte.

MELHOR EM CAMPO DO BENFICA:

Quim 

   - 10 defesas efectuadas

   - 4 defesas a evitar situação de golo

 

 

DESTAQUES INDIVIDUAIS NO CAMPEONATO

Quarta, Dezembro 26th, 2007

Perto do final da primeira volta da Liga Portuguesa 2007/08 aqui ficam os destaque individuais por posição dos jogadores dos “3 grandes”, segundo a Football Ideas:grjpg.jpgdfjpg.jpgmdjpg.jpgpontasdelanca2j.jpg

Destaques das estatísticas dos grandes na 13ª jornada

Quarta, Dezembro 19th, 2007

lisandro2bmp.jpeg

FC Porto, 2 – V. Guimarães, 0
13ª jornada
15.12.07

- O FC Porto não perde para o campeonato desde o jogo no Bessa da época passada (29 de Abril de 2007), ou seja, há 16 encontros e quase 8 meses.
- Os portistas marcaram pelo menos um golo em todos os jogos do campeonato (melhor ataque com 23 golos -1,8 de média por jogo), mantendo a defesa menos batida da prova (4 golos, com média de 0,3 por jogo).
- A equipa marcou mais dois golos dentro da grande área do adversário (19º num total de 23), com Lisandro a conseguir o seu 11º golo em 12 jogos na prova (no ano passado somou total de 8 e no anterior 7).
- Este foi um jogo marcado pelo grande equilíbrio nos dados ofensivos das duas equipas: os vimaranenses até tiveram vantagem nos remates efectuados (12-11), com igualdade nos remates na área (7), mais remates no alvo portistas (5-4) e mais perigosos para os de Guimarães (5-4).
- O Vitória conseguiu ainda maior número de cruzamentos (26-10) e de cantos (7-1), registando-se igualdade no número de livres perto da área. Desta forma, é a primeira equipa que consegue dados ofensivos semelhantes ou até superiores ao FC Porto no Dragão neste campeonato (no anterior, apenas o Sporting o havia conseguido).
- A maior diferença entre as duas equipas acabou por se verificar em termos de aproveitamento dos remates realizados (pesem as duas grandes oportunidades de golo portistas na primeira parte, que ao serem concluídas de forma desastrada nem contaram como remates perigosos). Registe-se a relação remate-golo portista neste jogo (18,1%, bem acima da média desta temporada, 12,5%)
- Pode-se ainda destacar o maior número de remates do FC Porto na primeira parte (7, contra apenas 4 na segunda) sendo que curiosamente seria na etapa complementar que os portuenses marcariam os seus 2 golos (em 4 tentativas)
- Nesta segunda parte seria o Vitória a contar com mais remates (8, num total de 12), incluindo 3 perigosos (de um total de 5), conseguindo mais 1 do que os campeões nacionais neste período.
- Importante destacar o papel determinante da dupla Lisandro-Lucho na campanha portista 2007/08 também na obtenção de golos: entre Liga dos Campeões e Campeonato Lisandro tem 13 e Lucho 4 (total de 17) num total de 31 da equipa (correspondendo a 55%). Se as estes juntarmos os golos de Ricardo Quaresma (6: 4 no campeonato e 2 na Liga dos Campeões) falamos de 23 em 31 golos: 75%.
- A equipa portista voltou a não apresentar uma grande capacidade de construção de jogo com apenas 9 passes de ruptura (5+4), com destaque para os 3 passes de ruptura de Paulo Assunção que mais do que duplicou a sua média no campeonato neste particular (1,4 por jogo).
- Os portistas voltaram a não apostar muito nos cruzamentos para a área contrária, talvez por conhecerem a capacidade da defesa vimaranense nesta vertente (apenas permitiram 1 remate de cabeça aos portistas). Ainda assim o flanco esquerdo do FC Porto foi bem mais produtivo (7 cruzamentos), com Quaresma e Cech a realizarem 2 cada um. Também Bosingwa, no flanco direito, foi mais comedido do que o habitual com apenas 1 cruzamento em cada parte.
- Neste jogo, os portistas mostram um défice claro entre perdas de bola (54) e recuperações (35), pecando ainda pelo elevado número de perdas de bola em meio campo próprio na segunda parte (8, contra nenhuma na primeira parte), incluindo 3 em zonas muito perigosas. Este dado mostra ainda que o Vitória pressionou bastante na segunda parte.
- A equipa portista conseguiu ser muito pressionante no meio campo adversário na primeira parte (8 roubos de bola nesta zona), mas perdeu essa agressividade na segunda parte, com apenas 4 recuperações deste tipo. Raul Meireles foi o melhor recuperador em meio campo contrário (3).
- Depois de um início de campeonato em que aproveitou muito bem os lances de bola parada (principalmente livres, que resultaram em 6 golos), o FC Porto voltou a não tirar partido destas situações, como acontece já há 6 partidas. A equipa ainda não conseguiu qualquer golo de canto neste campeonato.
- Os portistas cometeram menos faltas do que os vimaranenses: 15 faltas contra 18, vendo apenas 1 cartão amarelo, menos 1 do que o adversário, continuando “virgens” em termos de expulsões.

- MELHOR EM CAMPO DO FC PORTO: Lisandro Lopez
- 1 golo
- total de 3 remates
- 1 passe de ruptura
- 1 cruzamento
- 2 recuperações de bola
- 5 perdas de bola
- 2 cortes
- 3 faltas cometidas
- 2 faltas sofridas

Marítimo, 1 – SPORTING, 2
13ª Jornada
16.12.07

- O Sporting voltou a ganhar para o Campeonato (não o fazia desde 4 de Novembro)
- O Sporting marcou por duas vezes dentro da área (como 18 dos apontados na prova) e tem neste momento 20 golos marcados, à média de 1,5 por jogo, contra 1,8 por jogo na temporada passada.
- A equipa leva já 11 golos sofridos, contra 15 na temporada passada em toda a competição. A equipa sofreu 1 golo dentro da área neste jogo, tal como 10 dos 11 que leva concedidos no campeonato. E permitiu o 6º golo de “bola parada”, tantos como em todo campeonato 2006/07.
- O domínio do Sporting neste jogo foi apenas territorial (55% de posse bola), já que os números ofensivos das duas equipas apontam para um grande equilíbrio: 12-12 em remates; 7-6 em remates na área e 6-5 em remates perigosos favoráveis aos Leões; 6-4 em remates no alvo favoráveis aos insulares; Já no domínio dos cruzamentos existiu diferença clara, 23-7 para o Sporting, assim como em cantos, 6-2, e livres perto da área, 5-1.
- Os Leões foram mais esclarecidos e perigosos na segunda parte, designadamente após sofrerem o golo, conseguindo mais remates (7 num total de 12), mais remates no alvo (3 em 4) e mais remates com perigo (5 em 6).
- Para isso contribuiu bastante um número superior de cruzamentos realizados na segunda parte (16 num total 23), com grande destaque para o flanco direito, com total de 15 cruzamentos deste lado (13 dos quais na segunda parte). Abel destacou-se nesta função, com 6 cruzamentos efectuados.
- O Sporting voltou a apresentar números confrangedores ao nível dos passes de ruptura, (total de 2, 1 em cada parte), com a ausência de Romagnoli fazer-se sentir, já que é o único jogador capaz de manter um nível elevado (média de 2,3 passes de ruptura por jogo no campeonato) neste particular. A equipa leva uma média de 7,2 passes de ruptura por jogo, bem abaixo dos seus dados da época passada (12,9).
- Os leões voltaram a estar muito abaixo dos seus dados ofensivos no presente campeonato: remataram 12 vezes contra 15,4 de média; acertaram 4 vezes no alvo contra 6,3 de média; tiveram 6 remates perigosos contra 8,4 de média. Nota-se aliás uma progressiva descida das médias do ataque leonino no campeonato.
- Os leões conseguiram manter a tendência habitualmente positiva na relação entre recuperações (50) e perdas de bola (47). Os leões estiveram bem também ao nível das perdas de bolas no seu meio campo: apenas 3 contra média de 6,4 por jogo na prova.
- Muitas faltas cometidas pelas duas equipas (21 para o Sporting, 16 para o Marítimo), igualmente muitos cartões amarelos (9, 5 dos quais para Sporting).

- MELHOR EM CAMPO DO SPORTING: Vukcevic
2 golos
total de 4 remates
3 recuperações
5 perdas de bola
2 cortes
3 cruzamentos
2 faltas sofridas
3 faltas cometidas
1 cartão amarelo

Belenenses, 1 – BENFICA, 0
13ª Jornada
15.12.07

- Benfica perdeu segundo jogo consecutivo, depois de ter estado 32 jogos sem perder para o campeonato (durante um ano).
- Os encarnados completaram neste encontro sete jogos seguidos a sofrer sempre golos (depois de 5 consecutivos sem sofrer qualquer tento).
- O Benfica voltou a não marcar qualquer golo, o que sucede pela quinta vez no presente campeonato. Os encarnados continuam, no entanto, a ser o segundo melhor ataque da prova com 22 golos, à média de 1,8 golos por jogo, exactamente igual à da época passada.
- A equipa sofreu o seu oitavo golo na prova (todos concedidos dentro da grande área).
- O Belenenses rematou mais do que o Benfica (11-7), conseguindo ainda mais remates no alvo (2-1) e com perigo (2-1). Os benfiquistas cruzaram mais (14-11) e tiveram mais cantos (7-2) numa partida em que tiveram mais posse de bola (52%).
- Os dados ofensivos do Benfica neste jogo são os mais reduzidos de toda a temporada: ainda não haviam descido dos 10 remates num jogo, nem dos 3 remates perigosos. Note-se que os encarnados rematam em média 14,2 vezes por jogo no campeonato, 6,5 vezes com perigo.
- A primeira parte dos benfiquistas foi especialmente fraca, com apenas 3 remates (2 de fora da área) sem acertar no alvo ou provocar qualquer perigo. A equipa realizou neste período apenas 4 cruzamentos (do total de 14 em todo o jogo)
- Os encarnados voltaram a apresentar pouca capacidade de construir jogo ofensivo: apenas 7 passes de ruptura (4+3), demonstrando ainda grande dependência de Rui Costa neste aspecto (4 passes de ruptura).
- Os encarnados não conseguiram manter o seu habitual equilíbrio entre bolas recuperadas (51) e perdidas (61). A equipa esteve um pouco abaixo do seu nível nas bolas recuperadas em meio-campo adversário (11, contra média no campeonato de 15,5), e manteve-se nos níveis habituais em termos de perdas de bola no próprio meio campo (6), embora tenha perdido muitas vezes o esférico nesta zona na primeira parte (5).
- O Belenenses realizou uma partida equilibrada, sem brilhantismo, mas com consistência, apostando mais nos ataques pelo lado esquerdo, explorando as debilidades defensivas de Nélson (8 cruzamentos deste lado contra 3 do direito).
- Grande igualdade entre as duas equipas nas faltas cometidas (15 do Belenenses e 14 do Benfica).
- MELHOR EM CAMPO DO BENFICA:Rui Costa

- 2 remates
- 4 passes de ruptura
- 1 passe em profundidade
- 3 cruzamentos
- 3 recuperações de bola
- 1 corte
- 8 perdas de bola
- 3 faltas cometidas
- 2 faltas sofridas
- 1 cartão amarelo (por indisciplina)

Os dados do clássico

Quinta, Dezembro 6th, 2007

bp.jpg

PRINCIPAIS DESTAQUES JOGO BENFICA

- Benfica viu interrompida série de 32 jogos sem perder para o campeonato (desde há mais de um ano: Novembro de 2006, em Braga, 1-3), ao mesmo tempo que perdeu primeiro jogo na condição de visitante em quase 2 anos (última derrota acontecera em Janeiro de 2006, frente ao Sporting : 1-3)

- O Benfica voltou a não marcar qualquer golo, o que sucede pela quarta vez no presente campeonato. Os encarnados continuam, no entanto, a ser o melhor ataque da prova com 22 golos, à média de 1,8 golos por jogo, exactamente igual à da época pasada.

- A equipa sofreu o seu sétimo golo na prova (todos concedidos dentro da grande área).

- O Benfica rematou mais do que o FC Porto (19-13), mas os números relativos aos remates na área e com perigo são muito semelhantes: os portistas tiveram mais remates na área (8-7), e registou-se o mesmo número de remates perigosos (5-5).

- O Benfica permitiu o domínio portista na primeira parte, com mais remates (9-7), mais remates no alvo (4-2) e com perigo (4-2), em grande parte porque os encarnados perderam o meio campo para os nortenhos, permitindo muitas recuperações no seu meio campo e realizando poucas acções deste tipo no meio campo contrário (apenas 5, contra 9 na segunda parte). Ao mesmo tempo, a equipa lisboeta raramente foi capaz de dar profundidade ao seu jogo, realizando apenas 4 passes de ruptura (contra 6 na segunda parte) e 1 longo (nenhum na segunda parte). Mais uma vez o Benfica esteve quase totalmente dependente de Rui Costa neste particular, com 3 passes de ruptura realizados.

- Registou-se uma forte reacção benfiquista na segunda parte (12-6 em remates; 3-1 em remates com perigo; 4-1 em remates no alvo), graças sobretudo a uma maior agressividade no meio campo, com mais recuperações de bola, mas também com uma maior aposta nos cruzamentos (justificada também pela entrada de mais um ponta-de-lança), com 13 cruzamentos contra 9 da primeira parte.

- Note-se, no entanto, que o Benfica apresentou grande desequilíbrio no aproveitamento do jogo pelos corredores: se na primeira parte quase apenas cruzou do lado direito (8 vezes contra 1 do lado esquerdo), na segunda parte aconteceu o contrario (11 cruzamentos da esquerda e apenas 2 da direita). Leo passou a subir mais (4 cruzamentos na segunda parte contra 2 na primeira), Luís Felipe deixou de o fazer (4 cruzamentos na primeira contra nenhum na segunda parte), com Rui Costa a descair mais para a esquerda (3 cruzamentos na segunda parte e apenas 1 na primeira), registando-se ainda a entrada de Adu (2 cruzamentos da esquerda).

- Apesar de pressionarem muito mais na segunda parte, os encarnados não tiveram muitas situações de bola parada para explorar, talvez por os portistas saberem da importância de não cometer faltas em zona perigosa, dada a qualidade conhecida das “bolas paradas” do adversário (média de 0,7 golos por jogo no presente campeonato, tal como no do ano passado): total de 6 cantos e 2 livres perto da área para o Benfica em toda a partida.

- Os encarnados mantiveram o equilíbrio entre bolas recuperadas (55) e perdidas (54). A equipa esteve quase ao seu nível nas bolas recuperadas em meio-campo adversário (14, contra média no campeonato de 15,9), mas em compensação perdeu muitas bolas no seu próprio meio campo (12).

- Mais faltas cometidas pelos encarnados (19-16), com igualdade nos cartões amarelos (3), num jogo bastante correcto.

MELHOR EM CAMPO DO BENFICA:
Nuno Gomes

- 3 remates (todos perigosos)
- 1 passe ofensivo
- 1 recuperação de bola
- 1 corte
- 8 perdas de bola
- 2 faltas cometidas
- nenhuma falta sofrida

PRINCIPAIS DESTAQUES JOGO F.C. PORTO

- O FC Porto não perde para o campeonato desde o jogo no Bessa da época passada (29 de Abril de 2007), ou seja, há 15 encontros e mais de 8 meses.
- Os portistas marcaram pelo menos um golo em todos os jogos do campeonato (segundo melhor ataque com 21 golos -1,8 de média por jogo), mantendo a defesa menos batida da prova (4 golos, com média de 0,3 por jogo).
- A equipa marcou mais um golo dentro da grande área do adversário (17º num total de 21), enquanto Quaresma conseguiu o seu 4º golo na prova (no ano passado somou total de 6).
- Este foi um jogo marcado pelo grande equilíbrio nos dados ofensivos das duas equipas, apesar dos 19 remates do Benfica contra os 13 do Porto: os portistas tiveram mais remates na área (8-7), o mesmo número de remates perigosos (5-5), com os encarnados a superiorizarem-se em remates no alvo (6-5), cruzamentos (22-14) e cantos (6-2).
- A maior diferença entre as duas equipas acabou por se registar em termos de períodos de maior preponderância ofensiva: o FC Porto foi mais perigoso na primeira parte, com mais remates (9-7), mais remates no alvo (4-2) e com perigo (4-2), enquanto o Benfica dominou a segunda etapa (12-6 em remates; 3-1 em remates com perigo; 4-1 em remates no alvo.
- Para a boa exibição dos portistas contribuiu muito a capacidade de recuperação de bola em meio-campo adversário, mormente na primeira etapa (13 num total de 22, número bastante elevado tendo em conta que o FC Porto jogava na Luz e a média da equipa ser de 16.3 por jogo). Raul Meireles com 5 recuperações em meio campo adversário (num total de 6) e Lisandro com 4 (num total de 7 recuperações) foram os maiores protagonistas neste domínio.
- A equipa portista conseguiu também uma boa capacidade de construção de jogo na primeira parte, com 7 passes de ruptura, contra apenas 4 na segunda etapa. Os argentinos Lucho (4) e Lisandro (3) voltaram a destacar-se neste aspecto.
- Testemunhando o recuo da equipa na segunda parte, temos a diminuição clara do número de cruzamentos, até porque bem cedo o FC Porto passou a jogar em 4×4x2. Dos 10 cruzamentos realizados na primeira parte registou-se descida para os 4 cruzamentos na segunda, sendo que 3 destes foram da responsabilidade de Lisandro Lopez. Na segunda parte, o flanco esquerdo não existiu em termos ofensivos, depois dos 6 cruzamentos realizados na primeira etapa.
- Neste jogo, os portistas voltaram a apresentar um grande equilíbrio entre perdas de bola (54) e recuperações (53), pecando no entanto pelo elevado número de perdas de bola em meio campo próprio, principalmente na segunda parte (7, contra 4 na primeira parte), incluindo 3 em zonas muito perigosas. A média da equipa no campeonato está nas 7,3 perdas em meio campo próprio por jogo (11 nesta partida).
- Depois de um início de campeonato em que aproveitou muito bem os lances de bola parada (principalmente livres), o FC Porto voltou a não tirar partido destas situações, como acontece já há 5 partidas.
- Os portistas cometeram menos faltas do que os encarnados: 16 faltas contra 19, vendo 3 cartões amarelos, exactamente o mesmo número que os seus adversários.

- MELHOR EM CAMPO DO FC PORTO: Ricardo Quaresma (2ª vez consecutiva)
- 1 golo
- total de 5 remates (dos quais 3 perigosos)
- 1 passe de ruptura
- 1 cruzamento
- 2 recuperações de bola
- 9 perdas de bola
- 1 corte
- 1 falta cometida
- 4 faltas sofridas
- 4 livres cobrados

Alguns dados relevantes da 10ª jornada do Campeonato e um Balanço do primeiro terço do campeonato dos “grandes”

Quarta, Novembro 14th, 2007

Como devem compreender não é possível colocarmos online todos os dados recolhidos e analisados pela FOOTBALL IDEAS. Afinal de contas produzimos conteúdos para os media e temos que respeitar os acordos estabelecidos.

Mas procuramos sempre deixar alguns destaques relativos aos jogos dos “3 grandes” neste blog e é isso que fazemos neste post relativo aos encontros da 10ª jornada, que encerrou o ciclo do 1ª terço do campeonato.

FC PORTO

- FC Porto voltou a perder pontos no campeonato, novo empate depois de 8 vitórias consecutivas, sofrendo nos 5 minutos finais deste jogo tantos golos (2) como nos 810 minutos de campeonato antes disputados (9 jogos).

- O FC Porto não perde para o campeonato desde o jogo no Bessa da época passada (29 de Abril de 2007), ou seja, há 13 encontros.

- Na presente temporada em todas as competições oficiais (16 jogos) tem o seguinte registo: 1 derrota (Sporting - Supertaça), 5 empates (Fátima – eliminado da Taça da Liga nos penaltis; Liverpool; Marselha, Belenenses e Amadora), 10 vitórias.

- Os portistas marcaram pelo menos um golo em todos os jogos do campeonato, tendo sofrido o 4º frente ao Estrela, mantendo a defesa menos batida da prova (média de 0,4 por jogo).

- A equipa sofreu os primeiros golos de bola parada (e logo 2) da época, concedendo também o seu primeiro penalti.

SPORTING

- Depois de marcar 4 golos num jogo (frente à Naval) o Sporting sofreu 3, algo que confirma a instabilidade da equipa e já não acontecia desde 5 de Dezembro de 2006 em jogo da Liga dos Campeões frente ao Spartak de Moscovo (1-3 em Alvalade).

- O Sporting tem já 8 golo sofridos, mais de metade do que concedeu na Liga do ano passado (15). A equipa sofreu 3 golos dentro da área neste jogo, tal como todos os 8 que leva concedidos no campeonato.

- O Sporting já sofreu 4 golos de bola parada na prova (metade dos golos concedidos) e quase tantos como sofreu desta forma na Liga transacta (6).

- É a quarta vez que a equipa termina um jogo do campeonato sem marcar golos (num total de 10 encontros disputados).

BENFICA

- Benfica conseguiu cumprir um ano sem perder no campeonato nacional: 31º jogo consecutivo, desde 17 de Novembro de 2006, em Braga, 1-3) somando 21 vitórias e 10 empates.

- O Benfica voltou a marcar 6 golos num jogo de campeonato, o que não acontecia desde 2003, em Setúbal (6-2), também com Camacho como treinador da equipa.

- Os encarnados passaram a ser o melhor ataque da prova com 19 golos, superando a sua média de 1,8 por jogo da época passada.

- Neste jogo a equipa lisboeta conseguiu 6 golos todos dentro da área adversária, tal como aconteceu em 16 dos 19 golos apontados no campeonato.

- A equipa sofreu o seu quinto golo na prova (todos concedidos dentro da grande área), conseguindo uma média bem mais positiva do que no ano passado (0,5 por jogo contra 0,7).

A DEFESA É O MELHOR ATAQUE?
A estatística dos “3 grandes” no primeiro terço do campeonato

A estatística não nos diz tudo, nem sequer traduz simplesmente a verdade dos factos. É bem melhor quando a encaramos como apenas mais uma forma de olhar a realidade, podendo ajudar-nos ler os acontecimentos. Com este espírito, partimos para uma primeira análise estatística do comportamento dos 3 grandes do futebol português no final do primeiro terço do campeonato nacional, tendo sempre como referência comparativa a prova do ano passado.
É importante clarificar ainda que nesta análise lidamos com alguns elementos que encerram alguma subjectividade – como é o caso dos “remates perigosos” ou os “passes de ruptura” -, o que nos parece acrescentar uma dimensão mais humana à análise, tornando-a mais completa e significativa.

PONTOS

Importa começar com o dado mais objectivo e relevante: os pontos na classificação geral. Apetece dizer que o comandante da prova é o de…sempre. Se não é verdade, pelo menos parece: o FC Porto mantém-se líder campeonato nacional desde há, imagine-se, dois anos e quase três meses, desde a primeira jornada do campeonato 2005/06, que acabaria por vencer sem sair do primeiro posto, o que sucederia também em 2006/07. Na época passada, à 10ª jornada, tinha 25 pontos (menos 1 do que este ano), contra 23 do Sporting (que tem agora 19) e 19 do Benfica (que tem agora 22). Portanto, o Porto está quase na mesma (apesar de ainda não ter perdido na presente temporada enquanto no campeonato transacto já tinha baqueado em Braga), enquanto o Benfica está bem melhor, por troca com o Sporting, que tem menos 5 pontos.

A boa carreira do Porto no campeonato explica-se acima de tudo pela sua melhoria comparativa em termos defensivos: é a defesa menos batida com 4 golos e sofreu em média por jogo quase metade dos golos da temporada passada (0,4 contra 0,7). Para isso contribuiu muito o facto dos portistas estarem a permitir menos remates no alvo por jogo e menos remates perigosos.
Já em termos ofensivos, os azuis-e-brancos pioraram em toda a linha: menos golos marcados em média por jogo (1,8 para 2,2 na época passada), apresentando menos remates, menos pontaria (5,8 remates no alvo em 2007/08 contra 8,5 em 2006/07), e menos chutos perigosos (5 contra 7,8). As perdas aqui contabilizadas podem-se explicar pela perda de capacidade de construção de jogo ofensivo dos campeões nacionais: o número de passes de ruptura por jogo diminuiu de 15,3 para 10, o mesmo se passando com o número de cruzamentos efectuados. Apenas os passes em profundidade se mantiveram no mesmo patamar, provando que o futebol portista assenta cada vez mais nas passagens rápidas entre defesa e ataque em detrimento da circulação de bola.

Curiosamente, a equipa que mais pontos perdeu em relação á época passada, o Sporting, é a única que apresenta algumas melhorias em termos de números ofensivos. Os Leões marcaram menos golos (1,6 contra 1,8 em 2006/07), mas remataram mais vezes e com mais perigo. Um problemas de eficácia (apenas 10% na relação remate-golo) a que se junta uma quebra acentuada na capacidade de construção de jogo, quer mais apoiado (descida de 12,9 passes de ruptura por jogo para apenas 8), quer mais directo (5,9 passes longo por jogo para 2,9).
Mas os 5 pontos perdidos pelos Leões em relação a igual momento da época passada explicam-se antes de mais pelo comportamento defensivo da equipa. O Sporting tem já 8 golos sofridos, mais de metade do que concedeu na Liga do ano passado (15). O Sporting já sofreu 4 golos de bola parada na prova (metade do total de golos concedidos) e quase tantos como sofreu desta forma na Liga transacta (6), permitindo ainda aos seus adversários um número superior de remates, no alvo e com perigo.

Finalmente, o Benfica continua a sua impressionante caminhada de jogos sem perder (acabou de completar um ano inteiro invicto: 31º jogo consecutivo, desde 17 de Novembro de 2006, somando 21 vitórias e 10 empates), assentando a sua melhoria na diminuição de golos sofridos (0,5 em média por jogo para 0,7 em 2006/07), isto apesar de sofrer mais remates (10,8 para 9,7) e mais remates com perigo (5 para 3,2). Em termos ofensivos a equipa apresenta dados semelhantes aos do ano transacto, com média de golos e de remates muito parecidas, merecendo destaque a manutenção de uma boa capacidade de construção de jogo apoiado (15,5 passes de ruptura por jogo), bem superior à dos seus adversários directos.
Para esta realidade contribui muito aquele que tem sido o jogador mais valioso do plantel encarnado no presente campeonato: Rui Costa, que leva a impressionante média de 3,8 passes de ruptura por jogo, alem de 2 golos e 3 assistências.
Se Rui Costa cria jogo ofensivo como ninguém, Lisandro tem marcado como nenhum outro neste campeonato, assumindo-se como o jogador em destaque no FC Porto, com os seus 9 golos em 9 jogos, mais 5 do que o melhor goleador da época passada, o sportinguista Liedson, que se assume como melhor elemento da sua equipa no que levamos de campeonato, mostrando-se imbatível em termos de remates perigosos (média de 2,3 por jogo).

Os dados dos três “grandes” na Liga Bwin

Quarta, Setembro 5th, 2007

A partir de agora, vai poder encontrar as análises estatísticas dos jogos de FC Porto, Sporting e Benfica, entre outros dados relativos a esta competição, neste blog da FOOTBALL IDEAS.