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Archive for the ‘Selecção Nacional’ Category

Análise PORTUGAL - SÉRVIA (Apuramento Euro-2008)

Sexta, Setembro 14th, 2007

Portugal – Sérvia

10º jogo da fase de apuramento Euro-08

Estádio de Alvalade, 12.9.07

Ver estatística das duas equipas: port-servia.jpg
DESTAQUES DO JOGO:

- A selecção portuguesa voltou a perder dois pontos nos últimos minutos da partida. Os sérvios apenas tiveram 2 remates com perigo e só acertaram 2 vezes no alvo, mas uma acabou com a bola nas redes portuguesas.

- Portugal sofreu mais um golo dentro da área nesta fase de apuramento (9 golos sofridos – 8 dentro da área), o terceiro na sequência de lances de bola parada.

- O golo de Simão foi apenas o terceiro marcado por Portugal em lances de bola parada e o quinto apontado desde fora da área (num total de 19). A equipa baixou ontem dos 2 golos de média por jogo (1,9) mas marcou em todos os 10 jogos realizados na fase de apuramento. Portugal não perde um jogo oficial em casa desde o Euro-2004.

- Em termos absolutos a selecção portuguesa rematou mais do que a sérvia (12 contra 8), mas ficou muito aquém da sua média por jogo nesta fase de apuramento (16,9), principalmente se tivermos em conta apenas os jogos em casa (média de 20,5).

- Mais grave ainda terão sido os poucos remates no alvo (4) e perigosos (5), abaixo das suas médias (respectivamente 6,8 e 7,3). Note-se que na segunda parte apenas realizou 4 remates, 1 no alvo e 1 com perigo, sem qualquer tentativa dentro da área adversária.

- O domínio em termos de posse de bola (54%, com 58% ao intervalo) foi bem menor do que tem acontecido nesta fase de apuramento, sendo que é verdade que o futebol sérvio privilegia a posse de bola.

- Portugal realizou na primeira parte 8 remates, 3 dos quais no alvo e 4 perigosos. Ainda assim a qualidade do seu jogo foi sempre reduzida, facto bem patente nos 3 passes de ruptura realizados, que demonstram grandes dificuldades de construção de jogo (Deco, o principal municiador do ataque apenas realizou 2 passes de ruptura – ele que tinha efectuado 10 contra a Polónia).

- Na primeira parte valeram as incursões de Bosingwa (2 cruzamentos) e Simão (3) pela direita, para alimentar o ataque português, que realizou total de 7 cruzamentos nesta fase (na segunda apenas efectuou 4….). Apenas na primeira parte Portugal concluiu cruzamentos com remate (3, 2 dos quais por Nuno Gomes, que atirou ao poste de cabeça).

- A segunda parte portuguesa foi quase paupérrima com apenas 4 remates (apenas 1 no alvo e 1 perigoso, nenhum na área) e 4 cruzamentos (3 dos quais por Bosingwa), com Portugal a ter mais espaço para construir jogo (daí os 6 passes de ruptura, o dobro da primeira parte) mas sem mostrar capacidade de aproveitar esta vantagem. Portugal realizou total de 9 passes de ruptura, muito abaixo dos 22 do jogo com a Polónia e também inferior à média da equipa nesta fase de apuramento (12,5).

- Como de costume, Ronaldo foi o principal rematador português, com 3 remates neste encontro (média de 4 por jogo na fase de apuramento, sendo também o melhor marcador da selecção com 7 golos em 8 jogos), apesar de nenhum deles ter causado perigo. Registe-se que Simão marcou o seu 4ª golo nesta fase apuramento.

- Em termos de cruzamentos, a selecção nacional demonstrou mais uma vez grande capacidade de ir à linha e cruzar, conseguindo 10 acções deste género num total de 11 cruzamentos, a sua segunda pior marca em termos de cruzamentos (a seguir à do jogo na Arménia) nesta fase de apuramento (média de 17,3 por jogo). De tal forma que os sérvios conseguiram igual número de cruzamentos neste encontro.

- A equipa portuguesa voltou ontem à tendência negativa apresentada nesta fase de apuramento quanto à relação entre perdas e recuperações de bola: 63 perdas de bola e 56 recuperações, com números muito semelhantes nas duas partes do encontro. Portugal mostrou também menor capacidade de recuperação de bola em campo contrário neste jogo (11 contra média de 14), com 6 na primeira parte e 5 na segunda.

- Bosingwa, Deco, Bruno Alves e Maniche (todos com oito) foram os portugueses com mais recuperações de bola, sendo que Maniche com 4 recuperações em campo adversário destacou-se neste particular.

- A equipa nacional voltou a cometer bastantes faltas (18), acima da sua média nesta fase de apuramento (15,6), e mais uma do que os sérvios, com 17, número exactamente igual à média sofrida pelos lusos na qualificação. Pela primeira vez um adversário foi expulso, mas já após o jogo ter terminado.

- Curiosamente, Portugal não teve qualquer canto a favor, algo que acontece pela primeira vez nesta fase de apuramento (média de 7,4 por jogo). Os sérvios, por seu lado, desfrutaram de 3 cantos (2 dos quais na segunda parte).

- Em termos defensivos Portugal permitiu 8 remates aos sérvios (na média portuguesa), e 11 cruzamentos (também na média por jogo) mas a grande parte destas acções aconteceram na segunda parte (5 remates e 7 cruzamentos). Apesar disso os sérvios apenas remataram 3 vezes na área, 2 vezes no alvo e 2 vezes com perigo…

- Os sérvios atacaram sempre mais pelo seu flanco esquerdo, apesar de apenas terem conseguido um total de 5 cruzamentos neste jogo a partir da linha ou do enfiamento da área.

- Com a “colaboração” ou não do árbitro, a principal forma sérvia de chegar á área portuguesa foram os livres concedidos pelos portugueses aos 81, 87 e 89 minutos (as únicas faltas realizadas mais ou menos perto da área), com o segundo deles a terminar em golo.

- MELHOR EM CAMPO DE PORTUGAL: BOSINGWA

- 1 passe de ruptura

- 8 recuperações

- 7 perdas de bola

- 5 cruzamentos

- 1 falta cometida

- 2 faltas sofridas

- 1 passe em profundidade

Um Polónia-Portugal muito especial…

Quinta, Setembro 6th, 2007

nossa

A propósito do importante jogo da selecção portuguesa com a Polónia, a disputar no próximo sábado, no estádio da Luz, a FOOTBALL IDEAS recorda um dos mais marcantes encontros entre Portugal e a Polónia, em 1997, em partida decisiva no apuramento para o Mundial-78.

Para tal, deitamos mão da obra “A Nossa Selecção em 50 Jogos”, da autoria de João Nuno Coelho e Francisco Pinheiro (VER MAIS SOBRE ESTE LIVRO).

“(Na Polónia) A boa exibição lusa não chegou para impedir aquilo que se adivinhava: mais um afastamento de um Mundial, após mais uma fase de apuramento marcada pela irregularidade.”

LER O ARTIGO INTEGRAL