A estranha noite do Benfica no Bessa - análise estatística…

 

    - Foi o oitavo jogo da prova em que o Benfica ficou “a zero” sendo que em 6 dessas ocasiões o resultado final foi 0-0. Aliás o grande problema do Benfica neste campeonato têm sido os empates (12), já que conta apenas 2 derrotas (tantas como o FC Porto, que tem só 3 empates). 
    -  Os encarnados continuam a deter o segundo melhor ataque da prova, agora com média de 1,6 golos por jogo, assim como a segunda melhor defesa do campeonato (0,6 golos por jogo – total 16)   
    - Os encarnados fizeram um dos seus melhores jogos da prova, apresentando dados ofensivos retumbantes e esmagadores: 25-14 em remates; 14-5 em remates na área, 14-6 em remates na área, 16-3 em remates perigosos, 33-13 em cruzamentos. 
    - Aliás, o Benfica pulverizou nesta partida quase todos os seus “recordes” desta época: 25 remates contra 14,5 de média; 14 remates no alvo contra média de 6,3; 16 remates com perigo / 6,7 de média; 16 passes de ruptura / 11,5 de média; 33 cruzamentos / 18,4 de média; 8 remates na sequencia de cruzamentos / 3,2 de média. 
    - Para estes dados impressionantes (ainda mais porque não resultaram em qualquer golo) contribuiu muito uma segunda parte fortíssima em termos ofensivos: dos 25 remates; 11 dos 14 remates no alvo; 11 dos 16 remates com perigo; 20 dos 33 cruzamentos. 
    - Este encontro fez lembrar o da temporada passada também com o Boavista, mas na Luz. Os números são aliás semelhantes e estão entre os mais conseguidos da equipa benfiquista nestas duas temporadas (na altura: 23 remates, 18 no alvo e 16 perigosos) mas curiosamente as duas partidas acabaram empatadas a zero. 
    - Note-se que além dos remates que foram contabilizados neste jogo  por parte da equipa do Benfica – 25 – os encarnados realizaram 8 remates “bloqueados” imediatamente pela defesa do Boavista. 
    - O Benfica conseguiu ainda apresentar bons níveis de construção de jogo: mais apoiado na primeira parte, com 10 dos 16 passes de ruptura efectuados (para um total de 16, bem superior à média de 11,5 nesta época, e ao nível da época transacta). Rodriguez (5), Rui Costa e Nélson (3 cada um) estiveram em destaque. 
    - Na segunda parte a aposta encarnada foi mais nos cruzamentos, com a equipa a realizar 20 acções deste tipo, conseguindo ainda uma grande percentagem de jogadas à linha (9 cruzamentos na segunda parte a partir da linha ou do enfiamento da área contra 6 na primeira). Neste aspecto, foi importante a entrada de Di Maria que realizou 4 cruzamentos em 30 minutos. Nélson (6) e Rui Costa (8) foram ainda assim os que mais cruzaram, confirmando os dados que dizem que estes são os jogadores encarnados que mais cruzamentos realizaram nesta Liga. 
    - O Benfica demonstrou maior capacidade de recuperações de bola em meio campo adversário na segunda parte (3+9), o que lhe permitiu “asfixiar” o adversário neste período, com destaque para as acções de Nélson e Petit (3 acções cada um). 
    - O Benfica cometeu metade das faltas do Boavista (9-18) e registou-se empate em cartões amarelos (4 para cada lado), com os portuenses a jogarem com menos um elemento a partir dos 79 minutos, por expulsão de um jogador axadrezado. 
    - O Boavista equilibrou na primeira parte, conseguindo 3 remates com perigo (menos dois do que o Benfica), mas na segunda parte limitou-se a defender o 0-0, não conseguindo qualquer situação de perigo. 

  

MELHOR EM CAMPO DO BENFICA: 

Rodriguez

5 remates (3 perigosos),

5 cruzamentos

5 passes de ruptura 

3 perdas de bola

1 corte

1 falta cometida

1 falta sofrida

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