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Os números do clássico

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PRINCIPAIS DESTAQUES JOGO SPORTING

 

- O Sporting somou o terceiro empate em casa (Setúbal, Leiria e Benfica), onde ainda não perdeu.

- O Sporting voltou a ficar a “zero” em jogos de campeonato (oitava vez), sendo que até aqui todas  dessas ocasiões haviam sucedido fora de Alvalade. Ou seja, em casa os leões tinham marcado sempre.

- Os leões sofreram mais um golo dentro da grande área, como 16 dos 18 sofridos até ao momento, que colocam a média de golos sofridos pelo Sporting nesta temporada no campeonato nos 0,9 por jogo (contra 0,5 na temporada passada).

- Especialmente grave é o facto de dos 18 golos concedidos, metade (9, dos quais 7 de cabeça) terem resultado de situação de bola parada, contra apenas 4 sofridos desta forma nos 30 jogos do campeonato da época passada. 

- Apesar da ligeira superioridade dos leões na posse de bola (52%, com 48% ao intervalo), este foi um jogo extremamente equilibrado, como fica patente na análise dos dados ofensivos das duas equipas: o Sporting conseguiu ligeira superioridade ao nível dos remates realizados (13-12),  e nos remates no alvo (6-5) e nos remates com perigo (6-5), assim como ao nível dos cruzamentos (20-15).

- Depois de uma primeira parte em que apesar de entrar bem no jogo não teve  muitas situações de golo (1 para além do golo), o Sporting melhorou na segunda etapa, fase em que teve mais remates no alvo (4 contra 2 na primeira parte) e com perigo (4, contra 2 na primeira etapa) e apenas concedeu 1 remate perigoso ao seu adversário.

 - Apesar disso, a equipa conseguiu um número aceitável de passes de ruptura em todo o jogo (até mais na primeira parte: 7+4), com destaque para a acção de Moutinho, que jogou mais avançado no centro do terreno (4 passes de ruptura).

- Os leões conseguiram um bom aproveitamento do jogo lateral, realizando total de 20 cruzamentos (9+11), alcançando uma boa proporção de cruzamentos a partir da linha ou do enfiamento da área (12), principalmente a partir do lado esquerdo e na primeira parte (7), fruto da exploração do isolamento de Nélson, pouco protegido pelo ala direito do Benfica. Aliás, ambas as equipas atacaram muito mais pela esquerda (na ordem dos 65% dos cruzamentos), merecendo destaque os 5 cruzamentos de Vukcevic e os 3 de Izmailov no Sporting.

- Os leões mantiveram uma relação positiva entre recuperações (47) e perdas de bola (44), sendo que a equipa continua bastante segura na circulação de bola no seu próprio meio campo (é o “grande” com melhor performance neste particular), com 5 perdas de bola deste tipo (média de 5,4 na presente temporada).

. Os sportinguistas estiveram muito bem ao nível nas recuperações em meio campo adversário (16 contra média de 12,5 na presente temporada e 13,3 na passada), superando um dos maiores problemas da equipa de Paulo Bento: a falta de agressividade defensiva. Realce para as 4 recuperações em meio campo adversário de Pereirinha, seguido de Izmailov, Moutinho e Tiuí (todos com 3 cada um).

- O Sporting realizou menos uma falta do que o Benfica (9-10), mas viu o dobro dos cartões amarelos (4-2), apesar dos encarnados terem visto um “vermelho”. 

 

MELHOR EM CAMPO DO SPORTING:

João Moutinho

- 2 remates

- 4 passes ofensivos

- 4 perdas de bola

- 6 recuperações (3 em meio campo adversário)

- 2 cortes

- 4 cruzamentos

- nenhuma falta cometida

- 4 faltas sofridas

 

 

                 PRINCIPAIS DESTAQUES JOGO BENFICA

 

- Benfica com mais um empate: 5º empate nos últimos 7 encontros do campeonato. A equipa continua a apresentar o melhor registo do campeonato enquanto visitante: 6 vitórias, 4 empates e 1 derrota.

 

 - Benfica marcou dentro da área, tal como em 26 dos seus 33 golos na prova. Os encarnados continuam a ser o segundo melhor ataque da prova, com média de 1,6 golos por jogo. 

 

- Os encarnados continuam a ser a equipa com maior aproveitamento das “bolas paradas”: 14 golos marcados, desta vez a partir de um canto (2º golo deste tipo). A equipa apresenta aproveitamento na ordem de 0,7 golos na sequência de lances de bola parada por jogo, exactamente a sua média no campeonato passado. Sporting (10 golos marcados) e FC Porto (7) ficam bem atrás nestas contas.

 

- Também na contabilidade de golos de cabeça (este jogo teve dois) os benfiquistas lideram, com 9 golos alcançados, tantos como o Sporting, enquanto o FC Porto tem 7.

 

- Os benfiquistas sofreram um golo dentro da área (como todos os 12 golos concedidos até ao momento) e continuam a ser a segunda melhor defesa da prova (0,6 por jogo, contra 0,7 na época transacta).

 

- Nesta partida, registam-se dados estatísticos muito semelhantes entre as duas equipas. Grande equilíbrio na posse de bola (48% para o Benfica, mas os encarnados terminaram a primeira parte com 52%), número semelhante de remates (15-12 favorável aos leões), de remates no alvo (6-5) e perigosos (também 6-5), e de cruzamentos (20-15). Apenas nos remates realizados dentro da grande área adversária o Sporting foi claramente superior (8-2).

 

- Os encarnados nem remataram muito (12 tentativas), mas fizeram-no com bastante perigo (5 remates), muitas vezes de fora da área, com destaque para Cardozo, Rui Costa e Rodriguez. Mas mais uma vez o jogo ofensivo dos encarnados viveu muito dos remates de fora da área e das situações de bola parada (4 cantos e 5 livres perto da área) para criar perigo, já que em termos de construção de jogo a equipa apresentou um futebol pouco esclarecido, como fica bem patente nos apenas 2 passes de ruptura realizados (1+1), um mínimo absoluto da equipa no campeonato (média de 12 por jogo).

 

- As águias tiveram uma primeira parte mais conseguida, com mais remates (8+4), mais remates no alvo (5+0) e mis remates perigosos (4+1). Como se vê, na segunda parte a equipa encarnada não chegou a acertar no alvo e só conseguiu um remate perigoso. Para esta situação terá também contribuído a expulsão de Néloson, naturalmente.

 

- Os encarnados viram também diminuir substancialmente o número de cruzamentos efectuados (9+6) no segundo período, sendo que preferiram sempre o lado esquerdo para cruzar (12 cruzamentos da esquerda contra 3 da direita), com Rodriguez (3) e Di Maria (3) a apenas cruzarem do lado esquerdo, provando que se dão melhor quando actuam por este flanco. Os dois futebolistas, embora joguem muitas vezes no corredor direito, têm ambos mais de 70% de cruzamentos a partir do flanco direito no campeonato)

 

- A equipa do Benfica desfrutou de muitos livres perto da área (total de 5 em todo o jogo), criando muito perigo nestas jogadas, nomeadamente a partir dos cruzamentos de Rui Costa.

 

- O Benfica continua a demonstrar equilíbrio entre perdas e recuperações de bola (42 de cada neste jogo), mas demonstrou menos capacidade de recuperações de bola em meio campo adversário do que habitual (9, para 14,3 de média no campeonato), com Binya a confirmar mais uma vez a sua grande capacidade de recuperação de bola (13; 4 em meio campo adversário), mas não teve um parceiro à altura em Maxi Pereira (apenas 3 recuperações).

 

- A equipa esteve bastante mal ao nível controle da posse de bola no seu próprio meio-campo (14 perdas de bola nesta zona, contra média no campeonato de 6,9), provocando muita instabilidade nas transições.

 

- Este foi um jogo com poucas faltas (19, divididas quase igualmente pelas duas equipas, 10 para o Benfica, 9 para o Sporting). No entanto, o jogo teve bastantes cartões amarelos (6, 2 para o Benfica) e 1 vermelho para os encarnados, tudo na segunda parte.

MELHOR EM CAMPO DO BENFICA:

Quim 

   - 10 defesas efectuadas

   - 4 defesas a evitar situação de golo

 

 

One Response to “Os números do clássico”

  1. Rodrigo de Almada Martins Says:

    Destaque para as poucas faltas do derby, embora algumas tenham sido bem durinhas.

    Sem dúvida que o Benfica aproveita bem os seus bons cabeceadores. Mesmo sem ter visto a análise já pensava isso. Rodriguez, por exemplo, é um excelente cabeceador.

    Mais uma grande análise, muito pormenorizada, como se quer.

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